Campus Party: há algo de diferente

Mais vez estou na Campus Party. O sentimento à primeira vista parece o mesmo de sempre, mas há menos vigor. Talvez seja eu. Talvez seja o fato de que não precisei passar 9 horas numa fila para conseguir uma credencial. Vai ver a diminuição do esforço para aqui estar diminuiu também a sensação de conquista. Sei lá, mas há algo diferente.

Fila. Menor, mas não inexistente.

A feira parece maior e melhor organizada; existem mais azulzinhos (o povo da “organização”) circulando por aí e as informações prévias foram melhor distribuídas e comunicadas; as palestras desse ano tem um foco mais em pessoas e sua relação com tecnologia do que no aspecto hard da Internet e afins. Enfim, tudo parece melhor. Fora o calor tremendo, eu poderia até dizer que está melhor que a do ano passado, mas não me sinto a vontade de fazê-lo. Há algo diferente. Continue reading

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2 and a 1/2 men menos 1 and a 1/2 men mais 1 man, igual à…

Não sei quanto a vocês, mas fiquei com uma sensação esquisita no início da nova temporada do Two and Half Men. E, não, a causa disso não foi a “substituição” Charlie Sheen pelo Ashton Kutcher. Não houve substituição. A série só passou por uma grande mudança estrutural para manter seu público próximo de um cenário e personagens familiares. Nessa reestruturação o que realmente me incomodou foi a mudança ocorrida no Alan. Continue reading

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A eterna crise de ouro do RPG

Cara, tem coisas que é até melhor não ficar sabendo. Mas como fiquei sabendo, não estou conseguindo ficar calado. O pior é que isso me pegou logo depois da minha volta da GENCON, onde entrei em paz com o meu lado gamer e mudei muito o que eu pensava sobre o hobby.

Do que estou falando? Bom, há pouco tempo atrás, a Rede RPG publicou um texto comentando sobre uma mudança de paradigma no RPG nacional. Estranhamente o artigo se focou na comparação entre os tempos de hoje e uma suposta “Era de Ouro” do RPG Nacional. Pelo que entendi do artigo essa tal época dourada comercial ocorreu nos meados dos anos 90, quando eu era particularmente atuante no meio. Engraçado que eu não me lembro de época de ouro nenhuma. Foi uma época legal e tudo, mas não tinha nada de época de ouro. O que havia realmente era mais trabalho, mais gente disposta a trabalhar, um certo deslumbramento e muitos erros sendo cometidos. Continue reading

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Meia Noite em Paris

Depois de abandonar a sua fantasia nostálgica e abrir mão do seu presente e do seu provável futuro, Gil Pender, alter ego de Woody Allen em Meia Noite em Paris, caminha sozinho pela noite da capital francesa. Enquanto discute consigo mesmo a respeito do que fez com sua vida, esbarra com a vendedora de discos antigos que conheceu no mercado de pulgas. Após uma pequena troca de gentilezas, a atração entre os dois se mostra clara. Bate meia noite, a hora mágica em que ele voltava no tempo. Dessa vez ele não é tragado para a sua fantasia nostálgica. Ele está vivendo uma versão dela no seu próprio presente. Sem aviso, começa a chover e, para confirmar como certa a sua escolha, a vendedora concorda com ele: é ótimo andar sob a chuva. The End. Será? Continue reading

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A rede antissocial

Anarquismo antisocial é possível?

Como o Thoreau, hoje, eu só quero uma casa no campo

Acho que já deu. Eu já conheço os seus gostos musicais, os clipes que você gosta, e até aqueles que te dão vergonha de adorar; você já matou o seu e o meu tempo criando novelinhas com as pessoas que aparecem do lado esquerdo do seu Profile no Facebook, fez karaoke colaborativo nas mensagens do seu mural e ambos já caímos nas promoções fakes que rolam nos twitters da vida. Enfim, depois de tanta abertura e amizade 24 por 7, nossa relação esgotou.

E como podia ser diferente? Desde o Orkut, alguém ainda lembra dele?, nós já estávamos enchendo o saco uns dos outros. Primeiro com aqueles testimonais cheios de falsa emoção, e depois participando daquelas comunidades que não levavam a lugar algum, discutindo quem eu “Como ou Não Como” ou como (ôpa!) todos odiamos segunda feiras. O básico. Falando o óbvio e fútil sem fronteiras de espaço ou tempo. Coisa de amigos. Afinal, você sabe, a internet é pra isso: unir as pessoas.  Será? Continue reading

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