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Mês: fevereiro 2015

Acho que agora já basta de filmes de super heróis

Hoje o fandom teve mais uma agradável notícia: Vingadores 3, que a princípio se inspirará na saga Guerra Civil, contará com a distinta participação do Homem Aranha. Depois de anos preso na Sony junto com os X-Men, e após duas desastrosas sequências à trilogia de Sam Raimi, o Aranha se une novamente ao resto do universo Marvel.

Em meio aos urros de alegria e aos pequenos orgasmos do povo no twitter, não me escapou um grupo de fãs empolgados com a possibilidade de uma versão cinematográfica de Guerras Secretas. Nessa hora percebi que já tínhamos ido longe demais. Depois da aparição de Thanos e a histeria frente a uma possível versão do Desafio Infinito, saga da qual nunca ouvi um ser humano falar bem, agora estão achando bom uma versão da deplorável maxissérie Guerras Secretas? 

A fronteira

Decidido a finalizar o trabalho da semana anterior e fotografar campo e contracampo de todas as estátuas urbanas da orla da zona sul, tomei a difícil decisão de atravessar a fronteira. A dificuldade da decisão não se devia à distância, qualidade de acesso ou qualquer barreira física. O que realmente me assustava, e assusta, quando preciso atravessar a fronteira, é o choque cultural. A fronteira entre Copacabana e Ipanema/Leblon, mais que uma fronteira física, é uma fronteira conceitual; espiritual, quase.

Tanto é assim que a área onde um bairro começa e o outro termina é uma pororoca de idéias e emoções. Bares tradicionais e sujos são, ao mesmo tempo, elegantes e caros; pequenos locais que testemunharam momentos glamourosos vivem na infâmia; galerias alternativas dependentes das últimas novidades nunca saem de moda; e tudo culmina numa termas na rua Cunning que, como dizem alguns conhecidos, gourmetizou a prostituição. Essa distância entre Copacabana e Ipanema, de meras centenas de metros físicos, é na verdade contada em anos luz ideológicos.