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Na boa, vocês tão pedindo demais que uma garota propaganda, cuja carreira é toda calcada na super exposição e na vaidade, se contraponha aos interesses econômicos que a sustentam. Hoje em dia, os que fantasiam se sustentar na mída, atuando, cantando, pintando, escrevendo, whatever, acabam, na grande maioria, tendo que vender a sua imagem pra publicidade. Pra esses não há posicionamento que não o “quantos mais me amam? quantos likes recebi? hoje evitei o cancelamento?”. Se a pessoa vende fraldas geriátricas com suásticas bordadas, não tem como ela se posicionar contra um governo genocida. Afinal, classe média intelectualizada de esquerda, sejamos sinceros, não é público consumidor. Esperar que todas as pessoas que vendem pasta de dente na televisão tenham a postura de uma Hebe Camargo é meio delírio. Então, deveríamos dar à tal moça a atenção proporcional à sua relevância: nenhuma.

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