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Lisandro Gaertner Publicações

“Minha vida dava uma peça” NOT!

"Sim, tio, já ouvi a sua história sobre a Segunda Guerra"

Assisti a mais uma produção do grupo mineiro Galpão. Não esperava pouco. Depois de assistir a Till, uma farsa medieval, na Fundição Progresso, e a Moliére Imaginário, em pleno parque do Arpoador, fiquei maravilhado com a atuação do grupo. É claro que, quando surgiu a oportunidade de assistir ao grupo em sua terra natal, não resisti. Infelizmente, a decepção foi grande.

Buquina, mas não esculacha

Eu já sabia, quando mudei pra cá, que os sebos de BH eram infinitamente mais caros do que os do Rio. Nas minhas garimpagens locais normalmente me assusto um pouco com os preços, mas, mesmo com a possibilidade de comprar no Rio, acabo levando uma coisa ou outra mais difícil de se encontrar. Além disso, pra me facilitar, na grande maioria das vezes, os livreiros belorizontinos sempre dão um bom desconto pra esse ex-colega de profissão. Hoje, tomei mais um susto num sebo, mas foi daqueles dos quais não dá pra se recuperar com facilidade.

God only Knows

Agora, passados 2 meses da volta da minha mulher, revejo as fotos dos 2 meses e meio que ela passou fora. Não as delas. As minhas. As fotos que revelam, de certa maneira, o que sou, o que faço. Quer dizer, quando estou sozinho, sem a supervisão de um adulto responsável.

Achei tão interessante que até gerei um clipe. É verdadeiramente uma viagem pela minha cabeça. Meio triste também, mas bem sincero. Só Deus sabe como sobrevivi.

Volta às aulas

Deve fazer uns 10 anos (ou mais) que não sento em uma sala de aula como aluno. Não, minto. Nos últimos 10 anos entrei e saí de salas de aula com displicência, começando a estudar pra, após devorar as bibliografias recomendadas, fugir como um ladrão no meio da noite. Coisa aparentemente sem explicação, mas justificada pelo asco que sinto pelo ensino tradicional. Adoro aprender, odeio que me ensinem algo num ambiente hierarquizado onde todos são considerados ignorantes.

Abrindo a Bodega

Já estamos sozinhos? OK, acho que podemos falar.

Enquanto todo mundo está ocupado criando memes, virais e conversando em monólogos coletivos nas redes sociais da vida, cá estou eu revivendo pela milésima vez um blog. O que me deu para vir brincar com essa mídia vítima de mortalidade infantil? Não sei se consigo responder a isso claramente; mas toda vez que lembro do início de 2003 quando entrei em contato com a ferramenta e abri o Oto come mocotO, tenho uma sensação boa. Foi realmente uma coisa de louco. Nunca imaginei que aquilo seria possível. Desde então foram mais de 5 encarnações de blog com nomes e domínios diferentes sem chegar efetivamente a lugar nenhum. Produtivo? Provavelmente não, mas foi legal. Até encontrar o jeito de escrever e entender do que se tratava, confesso, demorou, mas foi um bom aprendizado.