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Lisandro Gaertner Publicações

Contre nous de la tyrannie

Nos últimos tempos, estou numa vibe meio França anos 50. Semana passada assisti ao Meu Tio do Jacques Tati e hoje pela manhã assisti ao Pickpocket do Robert Bresson. A princípio não sabia exatamente o que procurava com esses filmes, mas hoje tive um quê de iluminação. O sentimento geral dos anos 50 franceses é bastante similar ao que vivo hoje em dia.

Tanto o Meu Tio como o Pickpocket tratam de pessoas fora de sintonia com seus ambientes. O Monsieur Hulot é um anacronismo. Enquanto o progresso e a mecanização (de métodos, pessoas e relações) avança, ele os ignora para viver com seu sobrinho diversas aventuras, tentando criá-lo para um mundo mais humano do que aquele que seus pais lhe apresentam. Michel, o batedor de carteiras de Pickpocket, claramente marginalizado, justifica seus crimes pela superioridade daqueles que conseguem escapar das leis num mundo, como ele diz, “de ponta à cabeça”.

Roteiro Terminável e Interminável

Amanhã começa o Script Frenzy, uma maratona de um mês para escrever um ou vários roteiros que somem 100 páginas. Ao contrário do NaNoWriMo que visa a construção do primeiro draft de um romance- não vale reunião de contos, poemas épicos e tal- o Script Frenzy é mais democrático e permite cinema, teatro, quadrinhos e o que mais você imaginar que seja roteirizável. Como não podia deixar de ser, já me inscrevi na maratona.

SSH! Não conte pra ninguém, mas acabei de criar um RPG

O pessoal da Secular Games convocou e eu aceitei o desafio. Desenvolver um RPG com cenário em 15 dias.  A idéia era usar o Carnaval, para, numa maratona frenética, criar um RPG independente do nada.

Assim que fiquei sabendo me empolguei, mas, confesso, só comecei a trabalhar no sábado de manhã, véspera do prazo final. É claro que durante os 13 dias antes de me sentar pra escrever fiquei remoendo velhas idéias e buscando torná-las um jogo simples e fiel ao que realmente me interessava ver num RPG. Acho que consegui. Eis o SSH – Sistema de Simulação Heróica.

De quantos aplicativos você precisa pra viver?

Semana passada resolvi acabar com os problemas de informática daqui de casa e troquei tanto o meu laptop como o desktop. Achei uma boa promoção, fiz a compra e, antes de receber as novas máquinas, parti pra realizar o back up. Fiquei até triste. Enquanto vejo tanta gente reclamando que um Tera não dá pra guardar tudo o que tem em seus HDs; dividido entre meus arquivos e os da minha mulher, tínhamos para transferir às novas máquinas apenas 16GB, sendo 13 deles só de fotos dela (a maioria já no Picasa).

Quanto a software, tirando o sistema operacional, descobri que tudo, mas tudo mesmo, que eu uso está em cloud ou de graça na internet. Do que estava instalado, o total não soma nem 400MB. Incrível, não?

Segue a pequena lista de todos os aplicativos que dão contam de tudo o que preciso fazer na internet e pras minhas produções individuais:

Enfim, Celton aparece

Finalmente depois de quase 10 meses morando em BH encontrei o Celton. Com a sua tradicional placa anunciando “Revistas em Quadrinhos que eu mesmo fiz”, lá estava ele batendo ponto numa esquina da Avenida Cristovão Colombo. Acenei meio desesperado e ele atravessou a rua pra me atender.