{"id":6640,"date":"2022-07-25T19:58:53","date_gmt":"2022-07-25T22:58:53","guid":{"rendered":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/?page_id=6640"},"modified":"2026-06-04T15:22:43","modified_gmt":"2026-06-04T18:22:43","slug":"notas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/notas\/","title":{"rendered":"Di\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><div class=\"pt-cv-wrapper\"><div class=\"pt-cv-view pt-cv-blockgrid iscvblock iscvhybrid list1 layout1\" id=\"pt-cv-view-9a9eb48wum\"><div data-id=\"pt-cv-page-1\" class=\"pt-cv-page\" data-cvc=\"1\"><div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/2026-09-06-the-innocent-can-never-last-wake-me-up-when-september-ends\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >2026.09.06 &#8211; &#8220;The innocent can never last. Wake me up when September ends&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/postsecret.com\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Screenshot-2026-09-05-at-8.27.29-PM.png?resize=526%2C348&amp;ssl=1\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>Parece que foi ontem, parece que foi s\u00e9culos atr\u00e1s: o 11 de setembro completa 25 anos. O impacto na pol\u00edtica ainda \u00e9 vis\u00edvel, e na vida das pessoas tamb\u00e9m. A New York relembrou<a href=\"https:\/\/www.newyorker.com\/magazine\/2001\/09\/24\/tuesday-and-after-talk-of-the-town?utm_mailing=tny_nl_6669_newyorkerclassics_090626_vp7c37rikf&amp;utm_source=nl&amp;utm_brand=tny&amp;utm_campaign=aud-dev&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=tny_nl_6669_newyorkerclassics_090626_vp7c37rikf&amp;cndid=14219448&amp;utm_term=6669\"> os textos de seus colaboradores na semana seguinte<\/a>. Sempre bom saber que n\u00e3o estamos sozinhos em nossas ang\u00fastias. Talvez essa seja uma das maiores raz\u00f5es da literatura existir.<\/li>\n<li>A cada n\u00famero de anos cabal\u00edstico (5,9,10,11, 15, 20, 21) fica no ar uma expectativa de um repeteco hist\u00f3rico, mas n\u00e3o como farsa. Frente ao fascismo reinante nos EUA, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o medo est\u00e1 se transformando num desejo. J\u00e1 ouvi mais de uma vez nos \u00faltimos tempos frases como &#8220;tomara que dessa vez matem o Trump; eles erraram o pr\u00e9dio, deveriam ter acertado a Trump Tower; quando os EUA v\u00e3o enfim pagar pelo mal que cometem com o Oriente M\u00e9dio?&#8221;.<\/li>\n<li>Dizem que o 9\/11 \u00e9 o maior sinal que a hist\u00f3ria n\u00e3o acabou. Discordo. Pra mim, o 9\/11 \u00e9 o primeiro sinal do apodrecimento post mortem dela. O que de fato aconteceu na hist\u00f3ria que n\u00e3o um avan\u00e7ado estado de rigor mortis do capitalismo tardio (ou zumbi).<\/li>\n<li>Enquanto isso, como os crist\u00e3os primitivos de Valis trancados na invis\u00edvel Pris\u00e3o de Ferro Negro, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NU9JoFKlaZ0\">continuamos \u00e0 espera de que esse setembro acabe<\/a>. Ser\u00e1 que esse ano ele acaba? N\u00e3o tenho muitas esperan\u00e7as, mas me acordem se ele acabar.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/2026-09-02-com-quantos-gigabytes-se-faz-uma-jangada-um-barco-que-veleje\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >2026.09.05 &#8211; &#8220;Com quantos gigabytes se faz uma jangada, um barco que veleje?&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11131\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/hack_the_planet.gif\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"207\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>D\u00e1 uma certa saudade de quando a Internet era criativa. <a href=\"https:\/\/tinyawards.net\/vote\/?utm_source=substack&amp;utm_medium=email\">Ela ainda \u00e9<\/a>, s\u00f3 que, hoje, essa n\u00e3o \u00e9 essa a caracter\u00edstica dela que fica mais em destaque. Afinal, ser criativo requer pensamento, autocr\u00edtica, d\u00e1 trabalho e n\u00e3o gera (muito) dinheiro. Para ser criativo \u00e9 necess\u00e1ria uma mistura de obstina\u00e7\u00e3o e desleixo, enquanto para ser um babaca \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1ria uma combina\u00e7\u00e3o (oposta) desses mesmos desleixo e obstina\u00e7\u00e3o, mas com muito menos esfor\u00e7o. Sacou? \u00c9 tipo a meritocracia. O problema n\u00e3o \u00e9 meritocracia, s\u00e3o os m\u00e9ritos. O mesmo vale para as paix\u00f5es e para os desapegos. \u00c9 importante \u00e9 saber no que se agarrar e o que abandonar. Ent\u00e3o por que n\u00e3o abandonar a ideia de que a internet est\u00e1 morta e lembrar que, pelo menos em alguns lugares, <a href=\"https:\/\/alivetheory.net\/\">ela est\u00e1 viva<\/a>?<\/li>\n<li>O problema foi o utilitarismo que abra\u00e7ou a Web. Antes ela era um playground, depois virou um trabalho, e agora \u00e9 uma pris\u00e3o. Talvez a sa\u00edda n\u00e3o seja fugir da pris\u00e3o, afinal parece que a pris\u00e3o cresceu e tomou o mundo. A sa\u00edda provavelmente \u00e9 tomar a pris\u00e3o. E como fazemos isso? Sendo bobos e ruins, de prop\u00f3sito. Exemplo? Que tal dar <a href=\"https:\/\/www.bulwer-lytton.com\/winners\">pr\u00eamios para as piores primeiras frases de romances inexistentes<\/a>?<\/li>\n<li>Enfim, o problema nunca foi a Internet, mas juntar a avidez zumbi do modelo industrial fordista com uma m\u00e1quina de cont\u00ednua autorreplica\u00e7\u00e3o. Num mundo modelado pelo conceito de que o sucesso \u00e9 o que d\u00e1 mais visualiza\u00e7\u00e3o, somos tomados por um c\u00e2ncer informacional que s\u00f3 repete o mundano e abafa qualquer voz discordante. Por\u00e9m, n\u00e3o se engane, elas existem. \u00c9 s\u00f3 abrir os ouvidos para os tons dissonantes e ignorar o ru\u00eddo branco das m\u00e1quinas registradoras movimentando o pagamento digital das nossas almas em holocausto a Mammon.<\/li>\n<li>O engra\u00e7ado \u00e9 que todo meio de comunica\u00e7\u00e3o (sim, \u00e9 s\u00f3 isso que a internet \u00e9), nasce (ou \u00e9 descoberto) como uma ferramenta democr\u00e1tica de muitos pra muitos. Pode, \u00f3bvio, ter seus custos de entrada e veicula\u00e7\u00e3o, mas eles s\u00e3o sempre decrescentes. Estranhamente, o quanto mais um meio de comunica\u00e7\u00e3o se capilariza e reduz seus custos, mais ele enterra os independentes no ru\u00eddo da massifica\u00e7\u00e3o da m\u00eddia. A Torre de Babel n\u00e3o caiu, apenas a instala\u00e7\u00e3o de um sistema de som ambiente tornou viver dentro dela insuport\u00e1vel.<\/li>\n<li>Por\u00e9m, o que \u00e9 chato mesmo \u00e9 que o online virou o padr\u00e3o de tudo. Se n\u00e3o est\u00e1 online, n\u00e3o existe. Ser\u00e1 que quando voc\u00ea para de ler minhas palavras eu paro de existir pra voc\u00ea e voc\u00ea para de existir para mim? Brrr&#8230;<\/li>\n<li>H\u00e1 110 anos, o Donga falava pelo telefone. H\u00e1 30 anos, o Gil entrava na internet. H\u00e1 5 minutos voc\u00ea come\u00e7ou a ler esse texto. Nada existe a n\u00e3o ser as rela\u00e7\u00f5es que estabelecemos na vida.<\/li>\n<\/ul>\n<p><iframe title=\"M\u00fasica e Trabalho: Pela Internet (Gilberto Gil)*\" width=\"625\" height=\"469\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C1aYflNzA_s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/26-08-30-now-your-eyes-are-red-from-crying-almost-blue\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >26.08.30 &#8211; &#8220;Now your eyes are red from crying, almost blue&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11124\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/6e2jg4pcmi9f1.gif\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"358\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>\u00c9 dif\u00edcil a gente entender os tempos que vivemos enquanto os vivemos, mas algo que tem se destacado pra mim como marca da nossa \u00e9poca \u00e9 como os diagn\u00f3sticos tomaram lugar dos sentimentos. Antes a gente ficava triste, feliz, nervoso, na fossa, em crises existenciais, com neuras, raivoso ou apaixonado, mas essas emo\u00e7\u00f5es todas, com seus sofrimentos e gl\u00f3rias, eram sempre provenientes das rela\u00e7\u00f5es que estabelec\u00edamos com as pessoas e com o mundo. Hoje o movimento parece ser simplesmente interno, uma precondi\u00e7\u00e3o a ser ativada para gerar uma resposta emocional padronizada e repetitiva, uma proverbial bala na agulha \u00e0 espera de um gatilho gen\u00e9rico pra estourar. O mundo, nessa vis\u00e3o, n\u00e3o existe como interlocutor, s\u00f3 como catalisador de um destino ps\u00edquico inevit\u00e1vel. Deixamos de ser humanos, agentes de nosso destino, para nos tornarmos algoritmos de carne a espera dos comandos que dar\u00e3o in\u00edcio \u00e0 nossa programa\u00e7\u00e3o. Triste isso, n\u00e3o? Ou seria melhor dizer digitalmente deprimente?<\/li>\n<li>\u00d3bvio que no Brasil, essa tend\u00eancia vai assumir os contornos locais de desespero escondido em baz\u00f3fia. Exatamente como o Nelson Rodrigues tratou a psican\u00e1lise. Acusava o analista de comadre bem paga, mas por baixo da zoa\u00e7\u00e3o com os complexos edipianos e outras manifesta\u00e7\u00f5es inconscientes, que a pornochanchada escrachou de vez, Nelson foi o maior divulgador da import\u00e2ncia da mitologia familiar na constitui\u00e7\u00e3o da nossa psiqu\u00ea. Hoje, o linguajar vazio da pseudo psiquiatria de Instagram n\u00e3o d\u00e1 corda pra grandes obras. No m\u00e1ximo sai um esquete de A Pra\u00e7a \u00e9 Nossa com meia d\u00fazia de bord\u00f5es pouco imaginativos repetidos \u00e0 exaust\u00e3o. Deprimiu ou Burnout, meu companheiro de diagn\u00f3stico?<\/li>\n<li>\u00a0Caramba, acabei de ter um d\u00e9j\u00e0 vu que estava escrevendo que estava tendo um d\u00e9j\u00e0 vu . Perd\u00e3o, mas j\u00e1 n\u00e3o escrevi isso antes? Ou foi um outro d\u00e9j\u00e0 vu? Nah, deve ter sido algum problema psiqui\u00e1trico (ainda) n\u00e3o diagnosticado.<\/li>\n<li>Mas, no fim das contas, psican\u00e1lise ou psiquiatria, Nelson Rodrigues ou Instagram, o que importa \u00e9 a gente manter a mente quieta, a espinha ereta e\u00a0o cora\u00e7\u00e3o tranquilo.<\/li>\n<\/ul>\n<p><iframe title=\"Walter Franco - Cora\u00e7\u00e3o Tranquilo (\u00c1udio Oficial)\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tkZ3i-bmo70?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<ul>\n<li><em>Negativity is the enemy of creativity. If you are filled with bitter, selfish anger, this occupies the mind and leaves little room for creative ideas.<\/em> &#8211; <strong>David Lynch<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/26-08-29-oh-be-a-simple-kind-of-man-oh-be-something-you-love-and-understand\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >26.08.29 &#8211; &#8220;Oh, be a simple kind of man. Oh, be something you love and understand&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11119\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ezgif-5e020a392a1a0b2f.gif\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"248\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>29 de agosto. Am\u00e9lie Poulain day. Enfim ou ainda?<\/li>\n<li>Tenho sentimentos conflitantes sobre Am\u00e9lie Poulain. Quando saiu, achei bobo. Ponho a culpa no 11 de setembro (apesar de estrear em abril de 2001 na Fran\u00e7a, aqui s\u00f3 pintou em fevereiro do ano seguinte). Na minha opini\u00e3o, a \u00e9poca pedia discuss\u00f5es mais urgentes e s\u00e9rias. N\u00e3o ajudou tamb\u00e9m o filme ter virado o manifesto de toda uma gera\u00e7\u00e3o biruleibe que dominou as artes at\u00e9 a metade da d\u00e9cada seguinte. At\u00e9 hoje me lembro que Am\u00e9lie foi o nome escolhido por uma Mallu Magalh\u00e3es ainda teen se fingir de barista num reality show sem gra\u00e7a desses de tv a cabo.<\/li>\n<li>Hoje, 25 anos depois do seu lan\u00e7amento, j\u00e1 estarmos fartos e enjoados das discuss\u00f5es s\u00e9rias, urgentes e vazias que, descobrimos, s\u00f3 servem para gerar mais conflito, capitalizar extremistas e arrumar pretexto pra acabar com o planeta.<\/li>\n<li>O que eu n\u00e3o entendi na \u00e9poca foi que o filme na verdade propunha uma forma alternativa e deliciosa de conviver com o fim da hist\u00f3ria: nos tornarmos terroristas existenciais. Atacando os pequenos problemas com criatividade, fazendo justi\u00e7a cotidiana absurdista e promovendo a ilumina\u00e7\u00e3o mezzo espiritual, mezzo material dos (extra)ordin\u00e1rios seres humanos.<\/li>\n<li>A escolha da sociedade pra lidar com o fim da hist\u00f3ria foi diferente: apoiar crises artificiais promovidas pelos egos das almas mais sebosas e gananciosas do planeta com base em motivos falsos e vis. E, assim, a humanidade se dividiu para batalhar entre si por coisas mesquinhas, perigosas e sem sentido, enquanto poderia, se tivesse aprendido com Am\u00e9lie, estar resolvendo ludicamente as crises existenciais pr\u00f3prias\u00a0 e alheias.<\/li>\n<li>Hoje, n\u00e3o resisti e reassisti Am\u00e9lie. Durante todo o filme, lamentei estar t\u00e3o errado na \u00e9poca. Agora j\u00e1 \u00e9 tarde demais. Quando h\u00e1 tanto amea\u00e7ando a nossa exist\u00eancia, \u00e9 quase imposs\u00edvel ser existencialista, qui\u00e7\u00e1 um terrorista existencial.<\/li>\n<li>Mas ainda h\u00e1 esperan\u00e7a. Talvez possamos aproveitar o cansa\u00e7o de todas as polariza\u00e7\u00f5es e seduzir as pessoas, como Am\u00e9lie fez, com a beleza do cotidiano, com a import\u00e2ncia das coisas que gostamos e n\u00e3o gostamos e com o prazer de fazer o bem e iluminar quem nos rodeia.<\/li>\n<li>O primeiro passo? Mudar de ideia. E n\u00e3o precisa ir muito longe. Comece pequeno, por exemplo, curtindo de cora\u00e7\u00e3o aberto um filme que achava bobo e at\u00e9 mesmo, valha-me Deus, as m\u00fasicas da Mallu Magalh\u00e3es.<\/li>\n<\/ul>\n<p><iframe title=\"Banda do Mar - Mais Ningu\u00e9m (Videoclipe)\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/61jSSF3Vu54?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/2026-08-16-apague-a-luz-pra-eu-te-ver-melhor\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >2026.08.16 &#8211; &#8220;Apague a luz pra eu te ver melhor&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11110\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Sci-Fi-Blackout-GIF.gif\" alt=\"\" width=\"475\" height=\"202\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>A diferen\u00e7a entre uma seita e seus amigos \u00e9 que a<a href=\"https:\/\/www.atvbt.com\/the-cult-will-tell-you-youre-living-life-wrong\/\"> seita ser\u00e1 sincera contigo pelos motivos errados, enquanto seus amigos v\u00e3o mentir pra voc\u00ea pelos motivos certos<\/a>. Apesar dos apesares, h\u00e1 horas em que seitas podem fazer mais por voc\u00ea do que seus amigos (que, se forem realmente amigos, na hora certa, v\u00e3o te resgatar da seita).<\/li>\n<li>Me surpreendo como o Chor\u00e3o virou a voz de uma gera\u00e7\u00e3o. Assim como o Renato Russo que ajudou uma gera\u00e7\u00e3o que &#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nM_gEzvhsM0\">fala demais por n\u00e3o ter nada a dizer<\/a>&#8221; a sumarizar suas ang\u00fastias, o doutor Alexandre Magno Abr\u00e3o ajudou de millenials em diante a expressar os inc\u00f4modos que eles n\u00e3o conseguem vocalizar ou entender. Curioso que ambos foram v\u00edtimas dos algozes das suas respectivas gera\u00e7\u00f5es: a AIDS e os dist\u00farbios psicossociais. Como todos os que falam o que sabemos ser verdade, foram considerados loucos, mas suas palavras e sabedoria permanecem. J\u00e1 isso n\u00e3o \u00e9 surpresa alguma. Afinal, &#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JRJj4z-prvM\">S\u00f3 os Loucos Sabem<\/a>&#8220;&#8230;<\/li>\n<li>N\u00e3o h\u00e1 sensa\u00e7\u00e3o mais estranha do que acordar de madrugada numa casa onde a luz acabou. Ao contr\u00e1rio da sensa\u00e7\u00e3o de quebra de ordem que o susto da queda de luz gera, quando acordamos durante um blackout, \u00e9 como se f\u00f3ssemos n\u00f3s os deviantes numa ordem diferente mas natural. Assim, despidos da inten\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o para tentar resolver o irresolv\u00edvel, apenas seguimos a vida como se a luz fosse uma ilus\u00e3o e ela nunca fosse voltar. Vamos ao banheiro no escuro; buscamos comer o que pode estragar no congelador; acendemos o fog\u00e3o que, gra\u00e7as a Deus, ainda gera luz e calor; usamos as nesgas de luz e energia para ler ou tentar contato com o mundo exterior; enfim, tentamos seguir a vida dentro de uma fingida (a)normalidade. E, do nada a luz, volta. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o estranha de viver algo que parece que n\u00e3o aconteceu de verdade. Tipo quando a luz acaba no cinema.<\/li>\n<li>Tudo volta, mas volta diferente. N\u00e3o sei se tem rela\u00e7\u00e3o com a queda de luz, mas tudo pediu pra eu me relogar. Na base das infraestruturas (f\u00edsicas e l\u00f3gicas) est\u00e1 a energia.<\/li>\n<li>Adendo: fui ao cinema assistir a Camp Miasma (o que merece um texto \u00e0 parte) e o cinema estava sem luz. Resolvi esperar at\u00e9 o hor\u00e1rio da minha sess\u00e3o e a luz voltou. Por\u00e9m, como esperado, no meio do filme, a luz do cinema acabou de novo, o que \u00e9 tamb\u00e9m uma sensa\u00e7\u00e3o esquisita, pois. no cinema, J\u00c1 estamos no escuro. Exatamente como na queda de luz quando dormimos. Por\u00e9m logo a luz voltou, como de madrugada. Me pergunto o que esses eventos repetidos significam. A luz acaba quando ningu\u00e9m v\u00ea e tudo volta ao normal sem ningu\u00e9m perceber. Talvez eu esteja precisando apagar a luz para ver algo melhor.<\/li>\n<li>Mas isso o Jo\u00e3o Penca j\u00e1 sabia:<\/li>\n<\/ul>\n<p><iframe title=\"Jo\u00e3o Penca e Seus Miquinhos Amestrados - L\u00e1grimas de Crocodilo \/ Doming\u00e3o do Faust\u00e3o 1989\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xfKjXMwkEJk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/featureassets.gocomics.com\/assets\/7271d510dd6c0133501f005056a9545d?optimizer=image&amp;width=2800&amp;quality=85\" alt=\"undefined for August 15, 2026\" \/><\/p>\n<ul>\n<li><span class=\"selectable-text copyable-text xkrh14z\">Sempre fico encantado com a beleza e a maestria da narrativa simples, mas nunca simpl\u00f3ria, de Charles Schulz. 4 movimentos com blocos visuais muito claros sobre desejo, luta, resolu\u00e7\u00e3o e decep\u00e7\u00e3o. Pra ir do cotidiano ao existencial s\u00f3 precisamos de quatro quadros (e de um Beagle preto e branco).<\/span><\/li>\n<li>Um fim de semana razoavelmente produtivo: fiz a decupagem do curso de quadrinhos e a primeira edi\u00e7\u00e3o do AH!QUATRO para o curso de fanzine. Que outros dias sejam t\u00e3o calmos e criativo assim.<\/li>\n<li>Em vez de vida longa e prosperidade ou paz e amor, dever\u00edamos desejar calma e criatividade aos outros. Ent\u00e3o, paz e imagina\u00e7\u00e3o pra voc\u00eas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/startrek_site.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=1000&amp;h=720&amp;crop=1\" alt=\"Star Trek\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/2026-08-09-this-is-the-day-your-life-will-surely-change-this-is-the-day-when-things-fall-into-place\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >2026.08.09 &#8211; &#8220;This is the day, your life will surely change. This is the day, when things fall into place&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11100\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Captura-de-tela-2026-08-09-204418.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"335\" srcset=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Captura-de-tela-2026-08-09-204418.png 600w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Captura-de-tela-2026-08-09-204418-300x168.png 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li>Sumido por motivos de exaust\u00e3o mental, incerteza (positiva) sobre o futuro e overdose de rem\u00e9dios emocionais, tais como RPG, Magic The Gathering, Quadrinhos e <a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/a-gata-comeu-e-a-crise-da-tele-dramaturgia-brasileira\/\">A Gata Comeu<\/a>. The Works.<\/li>\n<li>Curioso como sempre me agarro nessa novela em momentos de transi\u00e7\u00e3o. O que me atrai? A libera\u00e7\u00e3o das fantasias ou a confirma\u00e7\u00e3o de que o mundo \u00e9 um (mau) teatro? Por outro lado, sempre me parece um ritual de fim de fase, mesmo sem saber qual nova fase vir\u00e1. Nas outras vezes, eu assisti pois estava sendo exibida. Agora, com o streaming tomei a iniciativa de eu mesmo assistir. O que isso diz sobre a minha tentativa de controlar o futuro? Que fase eu quero que acabe logo e qual sonho quero que comece?<\/li>\n<li>Por falar em rituais, hoje, como em todos os dias dos pais, segui o mesmo protocolo: acordar antes de todo mundo (como sempre), lavar lou\u00e7a e arrumar a casa, esperando o que sabe-se l\u00e1 o que vir\u00e1. <a href=\"https:\/\/5lovelanguages.com\/learn\">\u00c9 acts of service que chama, n\u00e3o?<\/a><\/li>\n<li>Nas redes e nas conversas de botequim, s\u00f3 se fala do novo mundo p\u00f3s IA. Que tudo, do trabalho \u00e0 pol\u00edtica, passando pelas amizades e relacionamentos, ir\u00e1 mudar por conta das respostas r\u00e1pidas e (in)certas dos Chats da vida. O que ningu\u00e9m parece perceber \u00e9 que informa\u00e7\u00e3o sem experi\u00eancia ou experimento \u00e9 uma tentativa vazia de mostrar sabedoria, pois conhecimento sem engajamento emocional e existencial \u00e9 apenas uma ferramenta para fraude (estando a informa\u00e7\u00e3o correta ou n\u00e3o). Afinal, o que se faz simplesmente pelo ganho pessoal e n\u00e3o pela verdade nasce de ego\u00edsmo mim\u00e9tico e m\u00e1 inten\u00e7\u00e3o (nem sempre no sentido moral, mas com certeza no \u00e9tico). <a href=\"https:\/\/hedgehogreview.com\/web-features\/thr\/posts\/platos-warning-has-been-vindicated?utm_source=Klaviyo&amp;utm_medium=campaign&amp;utm_id=01KZEV78HPVSBB52RPVNZK9T5Q&amp;_kx=gxPOr36_0yDthKfKonDbgg4gFNeNv4bnIfqipwd17YE.U5D8ER\">E a IA \u00e9 a coroa\u00e7\u00e3o desse casamento fatal da ignor\u00e2ncia com a gan\u00e2ncia que assassinar\u00e1 o saber<\/a>.<\/li>\n<li>Por essas e outras, d\u00e1 at\u00e9 vontade de escrever uma continua\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/kevinkelly.substack.com\/p\/protopia\">prot\u00f3pica<\/a> de A M\u00e1quina do Tempo em que o viajante encontra uma outra tribo que, longe da briga entre Morlocks e Elois, aprendeu a viver com sabedoria, ou seja, sem ilus\u00f5es ut\u00f3picas ou fantasias dist\u00f3picas, assim, sabe?, como d\u00e1. Provavelmente na minha vers\u00e3o, essa tribo viveria em Paquet\u00e1.<\/li>\n<li>Em paralelo, parece que h\u00e1 algo no ar sobre o fim das redes sociais e da sociedade do espet\u00e1culo. T\u00e1, exagero, mas o pessoal j\u00e1 parece estar cansado de trabalhar de gra\u00e7a para os bar\u00f5es da internet. Enfim, a hist\u00f3ria humana se movimenta de aboli\u00e7\u00e3o em aboli\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas escravaturas. A Heineken j\u00e1 se movimenta h\u00e1 tempos sob essa l\u00f3gica, com motivos esp\u00farios, l\u00f3gico.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><iframe title=\"Heineken | Social off Socials\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SidKgbAVcxs?feature=oembed\" width=\"625\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<ul>\n<li>Quando a gente v\u00ea o aparato que as plataformas de internet nos entregam, \u00e9 surpreendente como o uso \u00e9 vazio. Quando n\u00e3o t\u00ednhamos nada, dispend\u00edamos muito esfor\u00e7o e artesanato para construir fisicamente as imagens que nos passavam pela cabe\u00e7a. Hoje, que tudo \u00e9 dado, a impress\u00e3o \u00e9 que nada temos a dizer. \u00c9 como se publicar, divulgar, produzir tenham se imposto na frente do que deveria ser sua origem: imaginar, sentir, querer. Como gatos, os artistas do avant-garde de hoje, em vez de inovar tecnicamente, passaram a brincar com as caixas de papel\u00e3o onde os presentes caros e in\u00fateis que receberam das Big Techs foram embalados. Talvez isso explique o retorno dos fanzines e outras m\u00eddias low-fi. What would Maya Deren do?<br \/>\n<iframe title=\"Meshes of the Afternoon 1943 - Short Film directed by Maya Deren\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-TPWu9gLrDs?feature=oembed\" width=\"625\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/li>\n<li>O que o mercado do entretenimento n\u00e3o parece perceber \u00e9 que, como belamente demonstrado na <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xVKHO-IjpbU\">cena do Azul Cer\u00faleo de O Diabo Veste Prada<\/a>, o p\u00fablico de massa precisa do avant-garde (no caso da alta costura) para poder construir o seu junk food est\u00e9tico. Por\u00e9m, com olho no lucro f\u00e1cil e na infinita reprodutibilidade que a IA promete, o que se deseja \u00e9 apenas reproduzir o f\u00e1cil, gen\u00e9rico, de (aparente) grande alcance e que retorne r\u00e1pido seu investimento. Nossas almas n\u00e3o podem viver com essa pseudo-arte caloria zero. \u00c9 a alma dos artistas que nos alimenta. Infelizmente at\u00e9 as almas deles est\u00e3o sendo fabricadas em s\u00e9rie, vide o circuito de autores celebridades que atende \u00e0s culpas e desejos dos mais diversos p\u00fablicos de todos os espectros e fetiches.<\/li>\n<li>Mas pra que eu devo me preocupar ou me exaltar com esse futuro? Melhor viver o presente. Se for um pouquinho melhor que ontem j\u00e1 t\u00e1 bom. N\u00e3o t\u00e1?<\/li>\n<li>\n<blockquote><p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Nxazmzy0vAo\">&#8220;You could have done anything, if you wanted\/ And all your friends and family think that you&#8217;re lucky\/ But the side of you they&#8217;ll never seeIs when you&#8217;re left alone with your memories\/ That hold your life together, like glue&#8221; &#8211; The The<\/a><\/p><\/blockquote>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/2026-07-25-hot-topic-is-the-way-that-we-rhyme\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >2026.07.25 &#8211; &#8220;Hot topic is the way that we rhyme&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11090\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FireShot-Capture-940-2c9d1-sullivans1.gif-600\u00d7375-i0.wp.com_.png\" alt=\"\" width=\"595\" height=\"369\" srcset=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FireShot-Capture-940-2c9d1-sullivans1.gif-600\u00d7375-i0.wp.com_.png 595w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FireShot-Capture-940-2c9d1-sullivans1.gif-600\u00d7375-i0.wp.com_-300x186.png 300w\" sizes=\"(max-width: 595px) 100vw, 595px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>Sempre \u00e9 salutar (re)visitar as suas refer\u00eancias. Hoje tive o prazer de reencontrar uma das minhas maiores inspira\u00e7\u00f5es no cinema: Sullivan&#8217;s Travels, uma deliciosa hist\u00f3ria non sense, com forte veia metalingu\u00edstica, fazendo uma cr\u00edtica social da ind\u00fastria de entretenimento na grande depress\u00e3o com um delicado vi\u00e9s humanista\/existencial. Ah, e tem uma doce e exuberante Veronica Lake, afinal &#8220;There&#8217;s always a girl in the picture. Haven&#8217;t you ever been to the movies?&#8221;.<\/li>\n<li>Na sala de cinema, al\u00e9m de mim, s\u00f3 3 pessoas. N\u00e3o sei como a obra lhes afetou. Eu, me sentindo sozinho e livre, ri frouxo e me permiti ficar emocionado com o final que alguns, hoje, podem at\u00e9 considerar brega. Mas e da\u00ed? Quem disse que \u00e9 ruim ser brega? Eu, pelo jeito, sem a menor vergonha, sou.<\/li>\n<li>Confesso: \u00e9 dif\u00edcil assistir a uma obra com 85 anos, especialmente cinematogr\u00e1fica, sem sentir a diferen\u00e7a t\u00e9cnica e narrativa. Mas essa diferen\u00e7a n\u00e3o deve ser tratada como crit\u00e9rio como uma forma de hierarquizar obras de arte das mais \u00e0s menos evolu\u00eddas. Isso tamb\u00e9m n\u00e3o significa que precisamos tentar o imposs\u00edvel: entender ou nos posicionar no contexto da sua cria\u00e7\u00e3o. Tudo o que \u00e9 preciso \u00e9 abra\u00e7ar o que mundo lhe entrega sem julgamentos. T\u00e1 n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas \u00e9 poss\u00edvel. Ta\u00ed uma regra que tamb\u00e9m serve pra outras viv\u00eancias e leituras.<\/li>\n<li>Hoje, tamb\u00e9m, depois de uma longa e inexplic\u00e1vel resist\u00eancia, assisti a Parasita. Pode parecer que n\u00e3o tem nada a ver com Sullivan&#8217;s mas \u00e9 mais obra sobre o contraste entre pobres e ricos. N\u00e3o \u00e0 toa, Sullivan&#8217;s Travels em portugu\u00eas ganhou o t\u00edtulo Contrastes Humanos. Esse poderia ser o t\u00edtulo de todas as obras, n\u00e3o? \u00c9 dos nossos contrastes que surgem os conflitos que movem as narrativas.<\/li>\n<li>\u00c9 importante saber de onde v\u00eam as nossas refer\u00eancias. Afinal, \u00e9 imposs\u00edvel criar do nada. A tal da genialidade, se \u00e9 que existe, como bem dizem, tem muito a ver com reciclar seu pr\u00f3prio bom (ou mau) gosto. Ent\u00e3o, n\u00e3o se sinta oprimido pelas sua inspira\u00e7\u00f5es. Quem te inspira n\u00e3o te limita. S\u00f3 pegar Roberto Carlos, Leo Jaime e Raul Seixas para ver aonde usar Elvis como inspira\u00e7\u00e3o pode te levar.<\/li>\n<li>Ent\u00e3o, fica a dica vinda de Academia de G\u00eanios:<\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11091\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/VWqnm82-Imgur.png\" alt=\"\" width=\"610\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/VWqnm82-Imgur.png 610w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/VWqnm82-Imgur-300x172.png 300w\" sizes=\"(max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>Pronto! Foi s\u00f3 ressuscitar mais uma refer\u00eancia pra eu ficar com vontade de ver.<\/li>\n<li>J\u00e1 fez uma lista das suas inspira\u00e7\u00f5es? Le TIgre fez.<\/li>\n<\/ul>\n<p><iframe title=\"Hot Topic\" width=\"625\" height=\"469\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/u9z0bUK-gQk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/2027-07-23-and-the-girls-all-dance-while-im-feeling-like-a-refugee\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >2026.07.23 &#8211; &#8220;And the girls all dance, while I&#8217;m feeling like a refugee&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11083\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ezgif-5e4cfb7e5c79f1ed.gif\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"282\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>F\u00e9rias s\u00e3o o momento ideal para adquirir ou retomar velhos h\u00e1bitos. Hoje pela manh\u00e3 voltei ao Yoga. Fazia muito tempo que n\u00e3o praticava e a sensa\u00e7\u00e3o foi a mesma de outras \u00e9pocas: um cansa\u00e7o e um descanso profundos; e um esfor\u00e7o ao mesmo tempo m\u00ednimo e desumano. Enquanto os demais alunos faziam com desenvoltura suas posturas, eu suava em bicas, colocando para fora, na forma de l\u00e1grimas corporais, anos de abusos f\u00edsico, moral e intelectual que cometi comigo mesmo. Pelo menos, pra mim, todo Yoga \u00e9 Hot Yoga.<\/li>\n<li>At\u00e9 o suor do Yoga \u00e9 diferente dos demais. Parece ao mesmo tempo pesado e leve; plasm\u00e1tico e gasoso, como se eu estivesse colocando novamente em funcionamento uma tubula\u00e7\u00e3o de g\u00e1s aposentada, enferrujada e inundada de res\u00edduos t\u00f3xicos anci\u00e3os. Foi duro, mas sobrevivi.<\/li>\n<li>Na sa\u00edda, passando na frente de um fruteiro me encantei, como h\u00e1 muito n\u00e3o fazia, com um enorme peda\u00e7o de melancia, que, por impulso, comprei e, parcialmente, devorei em casa. Rea\u00e7\u00e3o da reativa\u00e7\u00e3o de um corpo em repouso por tempo demais?<\/li>\n<li>Mexer o corpo \u00e9 aquecer os desejos. Como nos sentimos fisicamente diz muito sobre o que nos incomoda e o que amamos. O melhor caminho para saber o que mexe no emocional e cerebral passa pelo f\u00edsico. O desejo n\u00e3o precisa de palavras, mas \u00e9 dependente de sangue.<\/li>\n<li>Mais uma sess\u00e3o de tarot complementar nas f\u00e9rias sob o pretexto de testar uma nova plataforma. Muitas reflex\u00f5es sobre a vida e oportunidades de uso da plataforma. O desejo s\u00f3 surge como enigma.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11082\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FireShot-Capture-937-a-gata-comeu-christiane-torloni-i0000675-768x521.jpg-924\u00d7627_-s2-memoriaglobo.glbimg.com_.png\" alt=\"\" width=\"867\" height=\"447\" srcset=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FireShot-Capture-937-a-gata-comeu-christiane-torloni-i0000675-768x521.jpg-924\u00d7627_-s2-memoriaglobo.glbimg.com_.png 867w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FireShot-Capture-937-a-gata-comeu-christiane-torloni-i0000675-768x521.jpg-924\u00d7627_-s2-memoriaglobo.glbimg.com_-300x155.png 300w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FireShot-Capture-937-a-gata-comeu-christiane-torloni-i0000675-768x521.jpg-924\u00d7627_-s2-memoriaglobo.glbimg.com_-768x396.png 768w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/FireShot-Capture-937-a-gata-comeu-christiane-torloni-i0000675-768x521.jpg-924\u00d7627_-s2-memoriaglobo.glbimg.com_-624x322.png 624w\" sizes=\"(max-width: 867px) 100vw, 867px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>Come\u00e7ando a reassistir a A Gata Comeu. Queria entender essa minha fascina\u00e7\u00e3o por ilhas. Talvez meu sonho n\u00e3o seja ir para uma, mas sair da que estou. Por isso, ir para outra me parece simplesmente natural. Afinal, continentes n\u00e3o passam de ilhas grandes e o universo, um arquip\u00e9lago.<\/li>\n<li>\u00c9 surpreendente como os h\u00e1bitos mudaram por conta da tecnologia. A necessidade de ligar pra se comunicar for\u00e7ava rela\u00e7\u00f5es mais diretas e havia uma toler\u00e2ncia maior em n\u00e3o se ouvir falar dos outros. Era totalmente fact\u00edvel algu\u00e9m pr\u00f3ximo sumir por dias (ou semanas) e ningu\u00e9m se preocupar de fato. \u00c9ramos menos suscet\u00edveis \u00e0 aus\u00eancia alheia e mais propensos a aproveitar suas presen\u00e7as. A ubiquidade proporcionada pela tecnologia matou muitas estrat\u00e9gias narrativas.<\/li>\n<li>Mas, c\u00e1 entre n\u00f3s, at\u00e9 mesmo para \u00e9poca, a tranquilidade do pessoal frente a um barco sumido h\u00e1 quatro dias \u00e9 displic\u00eancia demais. Ou n\u00e3o \u00e9?<\/li>\n<li>Parece que o veranico acabou e o tempo est\u00e1 virando. Deu pra aproveitar um pouco: fui ao cinema, comi bem, testei novas coisas e deixei de me preocupar com as antigas. Agora \u00e9 se\/me preparar para a volta. O que essas f\u00e9rias mudaram em mim? Vamos ver o que permanece na semana que vem.<\/li>\n<\/ul>\n<p><iframe title=\"Kitten - Chinatown [Official Audio]\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QVmy2AT-mIQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<ul>\n<li>&#8220;And maybe tonight<br data-sfc-root=\"ep\" data-sfc-pl=\"||[]\" data-sfc-cb=\"\" data-complete=\"true\" data-copy-service-computed-style=\"font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(230, 232, 240);\" \/>I can make you mine<br data-sfc-root=\"ep\" data-sfc-pl=\"||[]\" data-sfc-cb=\"\" data-complete=\"true\" data-copy-service-computed-style=\"font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(230, 232, 240);\" \/>And if it&#8217;s alright<br data-sfc-root=\"ep\" data-sfc-pl=\"||[]\" data-sfc-cb=\"\" data-complete=\"true\" data-copy-service-computed-style=\"font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 400; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(230, 232, 240);\" \/>We could dance in the white light&#8221;<\/li>\n<li>Agora, com licen\u00e7a que eu vou ali jogar um RPG.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/__trashed\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >2027.07.22 &#8211; &#8220;And I&#8217;m giving you a longing look, everyday I write the book&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11074\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ezgif-3ef3ec96a38e4e98.gif\" alt=\"\" width=\"634\" height=\"364\" \/><\/p>\n<ul>\n<li><del datetime=\"2026-07-22T08:54:05+00:00\">Uma<\/del> Duas compridas semanas cumpridas. N\u00e3o importa o resultado se chegamos no final. Isso j\u00e1 \u00e9 resultado o suficiente. A ansiedade do in\u00edcio das f\u00e9rias <del datetime=\"2026-07-22T08:54:05+00:00\">est\u00e1 me fazendo<\/del> me fez adiar todos os meus planejamentos e acelerar todas as tarefas de trabalho. O meu fica pra depois, o dos outros \u00e9 pra ontem. Como sempre. Vamos ver se consigo chegar numa ilumina\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a essa balan\u00e7a se equilibrar melhor.<\/li>\n<li>Como as edi\u00e7\u00f5es mostram, n\u00e3o consegui. N\u00e3o consegui nem terminar e postar esse texto iniciado 10 dias atr\u00e1s. Pelo menos retomei. Pelo menos?<\/li>\n<li>Sim, pelo menos, Pelo menos as f\u00e9rias come\u00e7aram, como o tradicional especial do <del datetime=\"2026-07-22T08:54:05+00:00\">Cervantes<\/del> Parada de Copa indica.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11073\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_20260720_125738818_HDR.jpg\" alt=\"\" width=\"1064\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_20260720_125738818_HDR.jpg 1064w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_20260720_125738818_HDR-300x169.jpg 300w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_20260720_125738818_HDR-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_20260720_125738818_HDR-768x432.jpg 768w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/IMG_20260720_125738818_HDR-624x351.jpg 624w\" sizes=\"(max-width: 1064px) 100vw, 1064px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>Mesmo assim nada se move. Tento abandonar, com muito esfor\u00e7o e pouco sucesso, pequenos comportamentos que hoje n\u00e3o fazem mais sentido. Ao mesmo tempo me surpreende e n\u00e3o me espanta que seja t\u00e3o dif\u00edcil. Me tornei um po\u00e7o de excessos. Quando as coisas fizerem sentido n\u00e3o perderei o meu?<\/li>\n<li>Por falar em comportamentos que deveria abandonar, <del datetime=\"2026-07-22T08:54:05+00:00\">comecei<\/del> estou fazendo o curso da Marie DeClercq e tenho rateado nos desafios. Alguns n\u00e3o me interessam, outros s\u00e3o pessoais demais e n\u00e3o me parecem escrita; est\u00e3o mais pra confiss\u00e3o. Tem gente que acha que confiss\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de escrita. T\u00e1, at\u00e9 pode ser, mas a parte do verdadeiro artesanato \u00e9 criar o distanciamento que gera identifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 desabafo. Ou ser\u00e1 que \u00e9? <a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/descrenca\/\">Voc\u00ea me diz.<\/a><\/li>\n<li><span class=\"selectable-text copyable-text xkrh14z\">Uma<a href=\"https:\/\/www.publishnews.com.br\/materias\/2026\/07\/21\/futuros-compostos-livros-parasitarios-as-novas-disputas-no-campo-simbolico-da-producao-e-do-consumo\"> discuss\u00e3o interessante sobre a import\u00e2ncia do ecossistema do livro na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento<\/a>. Um dos poucos pontos positivos da IA \u00e9 nos fazer perceber (ou lembrar) que ler n\u00e3o se justifica apenas pela informa\u00e7\u00e3o que se adquire na leitura mas pelo processo de reflex\u00e3o durante a leitura. O mais importante n\u00e3o \u00e9 o que nos dizem, mas o que descobrimos sobre n\u00f3s mesmos (e o mundo) no contato com o texto. O mesmo se aplica ao processo de escrever. N\u00e3o escrevemos para mostrar o que sabemos, mas para descobrir o que sabemos (e quem somos). O texto final, incensado produto da ind\u00fastria editorial, \u00e9 apenas um apanhado de restos mortais da experi\u00eancia de escrever que ser\u00e1 ressuscitado pelo leitor.\u00a0<\/span><\/li>\n<li>Fui obrigado por compromissos paternais a assistir no cinema a uma com\u00e9dia brasileira atual. Uma parte muito significativa dessa safra p\u00f3s retomada d\u00e1 saudades da \u00e9poca em que diziam que filme brasileiro s\u00f3 tinha palavr\u00e3o e putaria. Hoje, al\u00e9m da falta de estrutura, proposital ou n\u00e3o, derivada da inescap\u00e1vel cultura de sketches bobos que vem do r\u00e1dio, passa pela TV e chega at\u00e9 \u00e0 internet, ainda precisamos aguentar a didimocozice do sentimentalismo barato de um Renato Arag\u00e3o tentando imitar Chaplin num filme sobre doentes terminais. Pode pensar em qualquer com\u00e9dia: a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre a mesma. Depois de um bando de cenas quase engra\u00e7adas, os personagens desfiam ros\u00e1rios de lugares comuns para refor\u00e7ar a import\u00e2ncia de deus, p\u00e1tria, fam\u00edlia e todos os outros conceitos reacion\u00e1rios que cabem em uma hora e meia de cinema(?). Sabe o que realmente seria radical: trazer a nudez e os palavr\u00f5es de volta pras telas. Ah, esqueci! A gera\u00e7\u00e3o atual acha cenas de sexo desnecess\u00e1rias&#8230; Valha-me, Deus. A humanidade realmente t\u00e1 merecendo o que recebe.<\/li>\n<li>Ou talvez nos falte saber quem somos. Isso nem as com\u00e9dias, nem a IA v\u00e3o conseguir responder por n\u00f3s.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11076\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-22-at-07.39.27.jpeg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"549\" srcset=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-22-at-07.39.27.jpeg 1600w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-22-at-07.39.27-300x103.jpeg 300w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-22-at-07.39.27-1024x351.jpeg 1024w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-22-at-07.39.27-768x264.jpeg 768w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-22-at-07.39.27-1536x527.jpeg 1536w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-22-at-07.39.27-624x214.jpeg 624w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/p>\n<\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-content-item pt-cv-2-col\" ><h4 class=\"pt-cv-title\"><a href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/2026-07-05-memory-all-alone-in-the-moonlight-i-can-dream-of-the-old-days-life-was-beautiful-then\/\" class=\"_self\" target=\"_self\" >2026.07.05 &#8211; &#8220;Memory, all alone in the moonlight. I can dream of the old days. Life was beautiful then&#8221;<\/a><\/h4>\n<div class=\"pt-cv-content\"><div class=\"tenor-gif-embed\" data-postid=\"21680310\" data-share-method=\"host\" data-aspect-ratio=\"2.16216\" data-width=\"100%\"><a href=\"https:\/\/tenor.com\/view\/2001a-space-odyssey-2001-bone-scene-bone-to-spaceship-kubrick-gif-21680310\">2001a Space Odyssey Bone Scene GIF<\/a>from <a href=\"https:\/\/tenor.com\/search\/2001a+space+odyssey-gifs\">2001a Space Odyssey GIFs<\/a><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" async src=\"https:\/\/tenor.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n<ul>\n<li>Hoje no Bluesky o povo t\u00e1 surtando com<a href=\"https:\/\/bsky.app\/profile\/modernistacansada.bsky.social\/post\/3mptzqnqvfk22\"> os &#8220;jovens&#8221; que dizem estar na Internet h\u00e1 10 (isso mesmo, dez) anos como defesa de suas ideias<\/a>. N\u00e3o acho que eles, os tais jovens, estejam certos em usar esse tipo de argumenta\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o podemos desconsiderar os coment\u00e1rios de algu\u00e9m pela quantidade de tempo que usam a rede ou fazem qualquer coisa. Antiguidade pode ser posto, mas n\u00e3o significa sabedoria, tanto quanto juventude n\u00e3o significa inova\u00e7\u00e3o, como as <a href=\"https:\/\/bsky.app\/profile\/barangurte.bsky.social\/post\/3mpvkc2oqo22z\">discuss\u00f5es sobre o etarismo com a Madonna depois da parceria com a Sabrina Carpenter<\/a> mostram bem. Essa progressiva extens\u00e3o da vida humana vai fazer com que o etarismo (para ambos os lados) se torne uma das agendas mais importantes de DE&amp;I nos pr\u00f3ximos anos.<\/li>\n<li>Por falar em Internet, lembro como, depois de uns 6 meses de CentroIn, finalmente consegui acesso \u00e0 Internet. Fiz as configura\u00e7\u00f5es numa liga\u00e7\u00e3o por telefone (fixo!) e me pediram um nome de usu\u00e1rio com <strong>pelo menos<\/strong> cinco letras. Eu entendi que tinha que ter <strong>exatamente<\/strong> cinco letras. Sem saber o que escolher olhei pra estante e bati com o livro do Edgar Allan Poe. Na hora disse: Corvo! Por um tempo, at\u00e9 abrir minha conta no UOL, meu e-mail era corvo@centroin.com.br . Estranhamente vez ou outra recebia um e-mail de algu\u00e9m perguntando se meu e-mail era por conta do filme O Corvo com o Brandon Lee. N\u00e3o era, mas eu n\u00e3o respondia, nem explicava.<\/li>\n<li>Ah, por curiosidade, isso tem 33\/34 anos. Uma vida inteira no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Uma meia vida (mal vivida) no s\u00e9culo XXI.<\/li>\n<li>A impress\u00e3o \u00e9 que sempre estamos no \u00e1pice. Ainda falta muito. Nos anos 80 e 90, as expectativas psicod\u00e9licas de fus\u00e3o com a rede eram comuns, hoje <a href=\"https:\/\/www.fuckgiantkiller.com\/serious-matters?utm_source=orbitaloperations.beehiiv.com&amp;utm_medium=newsletter&amp;utm_campaign=being-boiled\">s\u00e3o raras e tem o vi\u00e9s religioso que essa epifania provavelmente vai gerar<\/a>. Enfim, sempre pode piorar (ou melhorar). Vai saber.<\/li>\n<li>Enquanto todo mundo foi assistir ao Brasil, eu preferi ficar um pouco com mim mesmo. E com uns livros. Sempre vale a pena. (Estou lendo demais em ingl\u00eas. O que me falta que as editoras brasileiras n\u00e3o entregam?)<\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11046\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-05-at-16.42.31.jpeg\" alt=\"\" width=\"1599\" height=\"899\" srcset=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-05-at-16.42.31.jpeg 1599w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-05-at-16.42.31-300x169.jpeg 300w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-05-at-16.42.31-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-05-at-16.42.31-768x432.jpeg 768w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-05-at-16.42.31-1536x864.jpeg 1536w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-05-at-16.42.31-624x351.jpeg 624w\" sizes=\"(max-width: 1599px) 100vw, 1599px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>Uma pequena atualiza\u00e7\u00e3o: \u00e9 espantoso como o Brasil t\u00e1 zicado. \u00c9 s\u00f3 se animar com qualquer tro\u00e7o que tudo d\u00e1 errado. Gra\u00e7as a Deus, estava assistindo a Bossa Nova durante a pelada. O filme, saca? N\u00e3o? Olha aqui embaixo. H\u00e1 26 anos a vida parecia melhor.<\/li>\n<\/ul>\n<p><iframe title=\"Bossa Nova (2000) - Trailer\" width=\"625\" height=\"469\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y5GD52Hi3oE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<ul>\n<li>Melhor deixar voc\u00eas quietos. Lembro como \u00e9 ruim quando o Brasil perde. J\u00e1 torci pra futebol, mas, obrigado, senhor, j\u00e1 passou. H\u00e1 tempos, j\u00e1 passou. Enfim, melhoras e melhor sorte pra todos n\u00f3s daqui a 4 anos e, bom n\u00e3o esquecer, daqui a 3 meses. Mais importante, n\u00e3o?<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div><\/div><\/div>\n<div class=\" pt-cv-pagination-wrapper\"><ul class=\"pt-cv-pagination pt-cv-ajax pagination\" data-totalpages=\"3\" data-currentpage=\"1\" data-sid=\"9a9eb48wum\" data-unid=\"\" data-isblock=\"\" data-postid=\"\"><li class=\"active\"><a href=\"#\">1<\/a><\/li>\n\t<li ><a class=\"\" href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6640\/?_page=2\">2<\/a><\/li>\n\t<li ><a class=\"\" href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6640\/?_page=3\">3<\/a><\/li>\n\t<li ><a class=\" \" href=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6640\/?_page=2\">&rsaquo;<\/a><\/li>\n\t<\/ul><img decoding=\"async\" width=\"15\" height=\"15\" class=\"pt-cv-spinner\" alt=\"Carregando...;\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhDwAPALMPAMrKygwMDJOTkz09PZWVla+vr3p6euTk5M7OzuXl5TMzMwAAAJmZmWZmZszMzP\/\/\/yH\/C05FVFNDQVBFMi4wAwEAAAAh+QQFCgAPACwAAAAADwAPAAAEQvDJaZaZOIcV8iQK8VRX4iTYoAwZ4iCYoAjZ4RxejhVNoT+mRGP4cyF4Pp0N98sBGIBMEMOotl6YZ3S61Bmbkm4mAgAh+QQFCgAPACwAAAAADQANAAAENPDJSRSZeA418itN8QiK8BiLITVsFiyBBIoYqnoewAD4xPw9iY4XLGYSjkQR4UAUD45DLwIAIfkEBQoADwAsAAAAAA8ACQAABC\/wyVlamTi3nSdgwFNdhEJgTJoNyoB9ISYoQmdjiZPcj7EYCAeCF1gEDo4Dz2eIAAAh+QQFCgAPACwCAAAADQANAAAEM\/DJBxiYeLKdX3IJZT1FU0iIg2RNKx3OkZVnZ98ToRD4MyiDnkAh6BkNC0MvsAj0kMpHBAAh+QQFCgAPACwGAAAACQAPAAAEMDC59KpFDll73HkAA2wVY5KgiK5b0RRoI6MuzG6EQqCDMlSGheEhUAgqgUUAFRySIgAh+QQFCgAPACwCAAIADQANAAAEM\/DJKZNLND\/kkKaHc3xk+QAMYDKsiaqmZCxGVjSFFCxB1vwy2oOgIDxuucxAMTAJFAJNBAAh+QQFCgAPACwAAAYADwAJAAAEMNAs86q1yaWwwv2Ig0jUZx3OYa4XoRAfwADXoAwfo1+CIjyFRuEho60aSNYlOPxEAAAh+QQFCgAPACwAAAIADQANAAAENPA9s4y8+IUVcqaWJ4qEQozSoAzoIyhCK2NFU2SJk0hNnyEOhKR2AzAAj4Pj4GE4W0bkJQIAOw==\" \/><div class=\"clear pt-cv-clear-pagination\"><\/div><\/div><\/div>\t\t\t\t\t\t<style type=\"text\/css\" id=\"pt-cv-inline-style-fc4d78bsz7\">\n#pt-cv-view-9a9eb48wum .pt-cv-thumb-wrapper:not(.miniwrap) { width: 25%; }#pt-cv-view-9a9eb48wum .pt-cv-thumbnail:not(.pt-cv-thumbnailsm) { height: 150px; }#pt-cv-view-9a9eb48wum > .pt-cv-page {grid-template-columns: repeat(1, 1fr);grid-gap: 15px;}\n@media all and (max-width: 1024px) { \n#pt-cv-view-9a9eb48wum > .pt-cv-page {grid-template-columns: repeat(1, 1fr);}\n} \n@media all and (max-width: 767px) { \n#pt-cv-view-9a9eb48wum > .pt-cv-page {grid-template-columns: repeat(1, 1fr);}\n} <\/style>\r\n\t\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-6640","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6640"}],"version-history":[{"count":25,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10855,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6640\/revisions\/10855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}