{"id":10722,"date":"2026-02-22T16:34:44","date_gmt":"2026-02-22T19:34:44","guid":{"rendered":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/?p=10722"},"modified":"2026-06-03T21:36:06","modified_gmt":"2026-06-04T00:36:06","slug":"analogias-analogicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/analogias-analogicas\/","title":{"rendered":"Analogias Anal\u00f3gicas"},"content":{"rendered":"<p>Algo est\u00e1 quebrando, ou, quem sabe?, se consertando, se concertando. N\u00e3o s\u00f3 em mim, mas em todo o mundo.<\/p>\n<p>No trabalho, no intervalo do almo\u00e7o, as pessoas fazem palavras cruzadas nas suas mesas com uma concentra\u00e7\u00e3o inesperada. Hoje, num restaurante uma fam\u00edlia, na mesa ao lado, fazia as suas, enquanto esperava com surpreendente calma a sua comida. As salas de cinema est\u00e3o, n\u00e3o\u00a0 exatamente cheias, mas mais cheias. As revistas voltam a ser vendidas e lidas em seus formatos f\u00edsicos, pois falam de atividades anal\u00f3gicas e seria um contrassenso faz\u00ea-lo no digital.<\/p>\n<div id=\"attachment_10724\" style=\"width: 1035px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10724\" class=\"size-full wp-image-10724\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/analogico.png\" alt=\"\" width=\"1025\" height=\"589\" srcset=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/analogico.png 1025w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/analogico-300x172.png 300w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/analogico-768x441.png 768w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/analogico-624x359.png 624w\" sizes=\"(max-width: 1025px) 100vw, 1025px\" \/><p id=\"caption-attachment-10724\" class=\"wp-caption-text\">Essa semana li Veja e Super Interessante o que provavelmente n\u00e3o fazia desde o s\u00e9culo XX<\/p><\/div>\n<p>O tempo, que parecia faltar, agora sobra e\u00a0 eu consigo cochilar sem culpa nas tardes tediosas dos domingos e nas manh\u00e3s vazias dos s\u00e1bados. A caminho de casa, eu escolho os trajetos mais longos, onde posso encontrar as coisas que eu n\u00e3o esperava encontrar.\u00a0Ou\u00e7o as tolices bem intencionadas das pessoas e o barulho (quase) harm\u00f4nico do tr\u00e2nsito; sinto o cheiro fermentado das ruas e o odor\u00a0 adstringente das lojas; saboreio a do\u00e7ura da chuva e o defumado dos canos de descarga; sofro na pele o calor inclemente das tardes cariocas, suo, mas, apesar do inc\u00f4modo, n\u00e3o assim acho t\u00e3o ruim.\u00a0 Sentir o que nos cerca \u00e9 estar vivo e, por pior que seja a dor, ela \u00e9 prefer\u00edvel ao embotamento ao qual nos submetemos por tanto tempo.<\/p>\n<p>Enfim despertos, como viciados, rec\u00e9m sa\u00eddos do fundo do po\u00e7o, caminhamos pelas ruas vazias das cidades natais que n\u00e3o mais reconhecemos, para mastigar um p\u00e3o estranho, lembrando que esquecemos como era o seu gosto. O gosto \u00e9 bom? Ruim? N\u00e3o sabemos dizer, mas, ao contr\u00e1rio de toda a virtualidade no qual nos escondemos por t\u00e3o tempo, ele, pelo menos, \u00e9; ele, pelo menos, \u00e9.<\/p>\n<p><iframe title=\"Scenes from &quot;Bright Lights, Big City (1988)&quot;\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WHZ0XoKM4qI?start=77&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algo est\u00e1 quebrando, ou, quem sabe?, se consertando, se concertando. N\u00e3o s\u00f3 em mim, mas em todo o mundo. No trabalho, no intervalo do almo\u00e7o, as pessoas fazem palavras cruzadas nas suas mesas com uma concentra\u00e7\u00e3o inesperada. 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