{"id":10810,"date":"2026-05-14T08:44:55","date_gmt":"2026-05-14T11:44:55","guid":{"rendered":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/?p=10810"},"modified":"2026-05-14T08:44:55","modified_gmt":"2026-05-14T11:44:55","slug":"oei46-as-diversas-e-contraditorias-atribuicoes-que-o-marketing-editorial-nao-tem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/oei46-as-diversas-e-contraditorias-atribuicoes-que-o-marketing-editorial-nao-tem\/","title":{"rendered":"[oei#46] As diversas (e contradit\u00f3rias) atribui\u00e7\u00f5es que o Marketing Editorial (n\u00e3o) tem"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8774\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/O-EDITOR-INVISIVEL.png\" alt=\"\" width=\"1100\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/O-EDITOR-INVISIVEL.png 1100w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/O-EDITOR-INVISIVEL-300x60.png 300w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/O-EDITOR-INVISIVEL-1024x205.png 1024w, https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/O-EDITOR-INVISIVEL-768x154.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o. Marketing n\u00e3o \u00e9 publicidade, mas \u00e9 (da fam\u00edlia). Marketing n\u00e3o \u00e9 vendas, mas \u00e9 (como se fosse). Marketing n\u00e3o \u00e9 design de produto, mas \u00e9 (sua ess\u00eancia). Marketing n\u00e3o \u00e9 planejamento financeiro, mas \u00e9 (o fim da sua an\u00e1lise). E quando falamos do Marketing no Mercado Editorial, talvez mais do que em outras \u00e1reas, ele \u00e9, ao mesmo tempo, tudo e\/ou nada.<\/p>\n<p>Qualquer discuss\u00e3o sobre Marketing, quando falamos sobre o livro, sempre ir\u00e1 resvalar na resist\u00eancia do Campo Editorial em tratar o seu principal produto exatamente como o que ele \u00e9: produto. Ent\u00e3o, nesse \u201cnega e afirma\u201d da import\u00e2ncia de algo que lhe \u00e9 intr\u00ednseco, o Marketing Editorial se apresenta, de forma ao mesmo tempo t\u00edmida e ostentosa, mais como uma filosofia do que como uma metodologia. Fica ent\u00e3o a pergunta: podemos dizer que o livro pode ser &#8220;marqueteado&#8221;, ou levado de forma consciente ao mercado, ou ser\u00e1 que esse processo \u00e9 simplesmente uma linha sucess\u00f3ria de boas (ou m\u00e1s) inten\u00e7\u00f5es, coincid\u00eancias e golpes de sorte?<\/p>\n<p>(In)depende. Ok, o livro n\u00e3o \u00e9 commodity e cada obra requer estrat\u00e9gias diferenciadas para chamar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e chegar aos pontos de venda onde ser\u00e1 encontrado. Ao mesmo tempo, pesquisas de mercado sobre produtos que ainda n\u00e3o fazem parte do imagin\u00e1rio dos seus poss\u00edveis p\u00fablicos sempre poder\u00e3o ser enganosas. Afinal, como podemos saber se gostamos de algo que (ainda) n\u00e3o existe?<\/p>\n<p>Como poder\u00edamos saber se o p\u00fablico iria gostar de um bruxinho adolescente ingl\u00eas vivendo aventuras no col\u00e9gio, ou se iria se apaixonar pela hist\u00f3ria de uma comunidade quilombola contada por duas irm\u00e3s que cortaram suas l\u00ednguas? Como conseguir tornar o teste de mercado algo que n\u00e3o seja lan\u00e7ar seu produto? Como inserir planejamento no trajeto de um produto t\u00e3o dependente da cria\u00e7\u00e3o de afeto? O risco, \u00f3bvio, \u00e9 uma parte importante da constru\u00e7\u00e3o do mercado, de suas tend\u00eancias e de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Claro que o mercado editorial, assim como todos os outros, tem suas peculiaridades e que os m\u00e9todos usuais de cria\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o precisam ser considerados, mesmo que muitas vezes n\u00e3o sejam os ideais para produtos espec\u00edficos. Por\u00e9m, na busca de um n\u00edvel de certeza maior para o retorno dos nossos investimentos, podemos nos fiar em s\u00e9ries, g\u00eaneros, franquias, modismos, efemeridades e na celebridade dos autores, enquanto buscamos pelo Santo Graal do best seller inesperado, do sleeper hit ou do surpreendente retorno de antigas obras de cat\u00e1logo para as listas de mais vendidos.<\/p>\n<p>Nesse misto de gest\u00e3o e arte, na incerteza constante se \u00e9 ou n\u00e3o um produto, o Marketing Editorial se (a)firma como um processo livre e deliberado de (re)pensar o livro na constru\u00e7\u00e3o de relacionamento afetivo (e efetivo) com as comunidades de leitores. Com uma m\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o e outra no bolso, o Marketing do Livro se equilibra numa corda bamba, sem tender nem ao Feij\u00e3o nem ao Sonho, buscando constantemente responder \u00e0s primordiais perguntas: de onde eu (n\u00e3o) vim, quem eu (n\u00e3o) sou e para onde eu (n\u00e3o) vou?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o. Marketing n\u00e3o \u00e9 publicidade, mas \u00e9 (da fam\u00edlia). Marketing n\u00e3o \u00e9 vendas, mas \u00e9 (como se fosse). Marketing n\u00e3o \u00e9 design de produto, mas \u00e9 (sua ess\u00eancia). Marketing n\u00e3o \u00e9 planejamento financeiro, mas \u00e9 (o fim da sua an\u00e1lise). 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