{"id":11114,"date":"2026-08-29T21:52:03","date_gmt":"2026-08-30T00:52:03","guid":{"rendered":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/?p=11114"},"modified":"2026-08-29T21:52:03","modified_gmt":"2026-08-30T00:52:03","slug":"26-08-29-oh-be-a-simple-kind-of-man-oh-be-something-you-love-and-understand","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/26-08-29-oh-be-a-simple-kind-of-man-oh-be-something-you-love-and-understand\/","title":{"rendered":"26.08.29 &#8211; &#8220;Oh, be a simple kind of man. Oh, be something you love and understand&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11119\" src=\"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ezgif-5e020a392a1a0b2f.gif\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"248\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>29 de agosto. Am\u00e9lie Poulain day. Enfim ou ainda?<\/li>\n<li>Tenho sentimentos conflitantes sobre Am\u00e9lie Poulain. Quando saiu, achei bobo. Ponho a culpa no 11 de setembro (apesar de estrear em abril de 2001 na Fran\u00e7a, aqui s\u00f3 pintou em fevereiro do ano seguinte). Na minha opini\u00e3o, a \u00e9poca pedia discuss\u00f5es mais urgentes e s\u00e9rias. N\u00e3o ajudou tamb\u00e9m o filme ter virado o manifesto de toda uma gera\u00e7\u00e3o biruleibe que dominou as artes at\u00e9 a metade da d\u00e9cada seguinte. At\u00e9 hoje me lembro que Am\u00e9lie foi o nome escolhido por uma Mallu Magalh\u00e3es ainda teen se fingir de barista num reality show sem gra\u00e7a desses de tv a cabo.<\/li>\n<li>Hoje, 25 anos depois do seu lan\u00e7amento, j\u00e1 estarmos fartos e enjoados das discuss\u00f5es s\u00e9rias, urgentes e vazias que, descobrimos, s\u00f3 servem para gerar mais conflito, capitalizar extremistas e arrumar pretexto pra acabar com o planeta.<\/li>\n<li>O que eu n\u00e3o entendi na \u00e9poca foi que o filme na verdade propunha uma forma alternativa e deliciosa de conviver com o fim da hist\u00f3ria: nos tornarmos terroristas existenciais. Atacando os pequenos problemas com criatividade, fazendo justi\u00e7a cotidiana absurdista e promovendo a ilumina\u00e7\u00e3o mezzo espiritual, mezzo material dos (extra)ordin\u00e1rios seres humanos.<\/li>\n<li>A escolha da sociedade pra lidar com o fim da hist\u00f3ria foi diferente: apoiar crises artificiais promovidas pelos egos das almas mais sebosas e gananciosas do planeta com base em motivos falsos e vis. E, assim, a humanidade se dividiu para batalhar entre si por coisas mesquinhas, perigosas e sem sentido, enquanto poderia, se tivesse aprendido com Am\u00e9lie, estar resolvendo ludicamente as crises existenciais pr\u00f3prias\u00a0 e alheias.<\/li>\n<li>Hoje, n\u00e3o resisti e reassisti Am\u00e9lie. Durante todo o filme, lamentei estar t\u00e3o errado na \u00e9poca. Agora j\u00e1 \u00e9 tarde demais. Quando h\u00e1 tanto amea\u00e7ando a nossa exist\u00eancia, \u00e9 quase imposs\u00edvel ser existencialista, qui\u00e7\u00e1 um terrorista existencial.<\/li>\n<li>Mas ainda h\u00e1 esperan\u00e7a. Talvez possamos aproveitar o cansa\u00e7o de todas as polariza\u00e7\u00f5es e seduzir as pessoas, como Am\u00e9lie fez, com a beleza do cotidiano, com a import\u00e2ncia das coisas que gostamos e n\u00e3o gostamos e com o prazer de fazer o bem e iluminar quem nos rodeia.<\/li>\n<li>O primeiro passo? Mudar de ideia. E n\u00e3o precisa ir muito longe. Comece pequeno, por exemplo, curtindo de cora\u00e7\u00e3o aberto um filme que achava bobo e at\u00e9 mesmo, valha-me Deus, as m\u00fasicas da Mallu Magalh\u00e3es.<\/li>\n<\/ul>\n<p><iframe title=\"Banda do Mar - Mais Ningu\u00e9m (Videoclipe)\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/61jSSF3Vu54?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>29 de agosto. Am\u00e9lie Poulain day. Enfim ou ainda? Tenho sentimentos conflitantes sobre Am\u00e9lie Poulain. Quando saiu, achei bobo. Ponho a culpa no 11 de setembro (apesar de estrear em abril de 2001 na Fran\u00e7a, aqui s\u00f3 pintou em fevereiro do ano seguinte). Na minha opini\u00e3o, a \u00e9poca pedia discuss\u00f5es mais urgentes e s\u00e9rias. N\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[215],"tags":[],"class_list":["post-11114","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-notas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11114"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11114\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11120,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11114\/revisions\/11120"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}