{"id":2936,"date":"2020-08-01T17:40:01","date_gmt":"2020-08-01T20:40:01","guid":{"rendered":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/?p=2936"},"modified":"2020-08-01T17:40:01","modified_gmt":"2020-08-01T20:40:01","slug":"o-som-e-a-furia-de-alan-parker","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/o-som-e-a-furia-de-alan-parker\/","title":{"rendered":"O som e a f\u00faria de Alan Parker"},"content":{"rendered":"<p>Alan Parker me acompanhou em muitas fases.<\/p>\n<p>Quando eu era um angry young (and depressed pre teen) man e tentava lidar com a morte simb\u00f3lica da fam\u00edlia, eu assistia a The Wall regularmente. Inclusive \u00e9 o \u00fanico disco que eu tenho do Pink Floyd, uma banda, que ningu\u00e9m nos ou\u00e7a, eu acho superestimada.<\/p>\n<p><iframe title=\"Pink Floyd - Another Brick In The Wall P2 HD (The Wall)\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hGxXLIO_t3k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Aos 17 anos, assumi o absurdo da vida, me tornei harpo-marxista e, enquanto todo mundo babava pelos gangsters realistas de De Palma e Copolla, eu me divertia com a par\u00f3dia fantasiosa de Paul Williams, Bugsy Malone. Um outro disco bem ex\u00f3tico que tenho em vinil.<\/p>\n<p><iframe title=\"Bugsy Malone - My Name is Tallulah (HD)\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ulEG7bd1H60?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>No in\u00edcio dos meus 20 anos, todos os s\u00e1bados, meu programa era assistir a sess\u00e3o da meia noite de The Commitments no Cinema C\u00e2ndido Mendes. O que come\u00e7ou como uma reprise inusitada acabou se estendendo por uns seis meses e nas \u00faltimas exibi\u00e7\u00f5es o povo cantava junto quase como se estiv\u00e9ssemos no Rocky Horror Picture. N\u00e3o era s\u00f3 um filme, mas um experi\u00eancia de vida. E, sim, tamb\u00e9m ainda tenho os dois discos de vinil da trilha.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PKfHC5eY5CI<\/p>\n<p>Olhando pra tr\u00e1s, por mais que disesse na minha juventude que eu odiava musicais, eu amava os filmes do Alan Parker. N\u00e3o eram o que eu, na \u00e9poca, chamava de musical, como Cats e Evita, que ele mesmo filmou e se deu mal; mas eram filmes de e sobre m\u00fasica. Filmes que pelas imagens, pelas hist\u00f3rias, pela estrutura e pelos seus personagens me fizeram amar a m\u00fasica, mesmo que tivesse pouca compatibilidade com ela, como \u00e9 o caso de The Wall.<\/p>\n<p>Se, como dizem na pe\u00e7a escocesa, a vida \u00e9 uma hist\u00f3ria contada por um idiota, cheia de som e de f\u00faria, sem sentido algum, quando esse idiota \u00e9 Alan Parker, o som se torna a mais bela m\u00fasica e a falta de sentido se torna um sentido em si. N\u00f3s, o restante de idiotas da humanidade, agradecemos.<\/p>\n<p>#RIP Alan Parker.<\/p>\n<p><strong>Em tempo<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tem quase nada de Alan Parker nesses servi\u00e7os de streaming que n\u00e3o chegam aos p\u00e9s de uma videolocadora de bairro. T\u00e1 na hora de corrigir isso, n\u00e3o?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alan Parker me acompanhou em muitas fases. Quando eu era um angry young (and depressed pre teen) man e tentava lidar com a morte simb\u00f3lica da fam\u00edlia, eu assistia a The Wall regularmente. Inclusive \u00e9 o \u00fanico disco que eu tenho do Pink Floyd, uma banda, que ningu\u00e9m nos ou\u00e7a, eu acho superestimada. 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