{"id":321,"date":"2011-02-14T10:58:08","date_gmt":"2011-02-14T12:58:08","guid":{"rendered":"http:\/\/lisandrogaertner.net\/?p=321"},"modified":"2014-09-26T10:19:52","modified_gmt":"2014-09-26T13:19:52","slug":"abrindo-a-bodega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lisandrogaertner.net\/blog\/abrindo-a-bodega\/","title":{"rendered":"Abrindo a Bodega"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 estamos sozinhos? OK, acho que podemos falar.<\/p>\n<p>Enquanto todo mundo est\u00e1 ocupado criando memes, virais e conversando em mon\u00f3logos coletivos nas redes sociais da vida, c\u00e1 estou eu revivendo pela mil\u00e9sima vez um blog. O que me deu para vir brincar com essa m\u00eddia v\u00edtima de mortalidade infantil? N\u00e3o sei se consigo responder a isso claramente; mas toda vez que lembro do in\u00edcio de 2003 quando entrei em contato com a ferramenta e abri o Oto come mocotO, tenho uma sensa\u00e7\u00e3o boa. Foi realmente uma coisa de louco. Nunca imaginei que aquilo seria poss\u00edvel. Desde ent\u00e3o foram mais de 5 encarna\u00e7\u00f5es de blog com nomes e dom\u00ednios diferentes sem chegar efetivamente a lugar nenhum. Produtivo? Provavelmente n\u00e3o, mas foi legal. At\u00e9 encontrar o jeito de escrever e entender do que se tratava, confesso, demorou, mas foi um bom aprendizado.<!--more--><\/p>\n<p>As minhas quest\u00f5es na \u00e9poca eram bastante &#8220;profundas&#8221;. Textos longos ou curtos? Trabalhar com imagens ilustrativas ou transform\u00e1-las em parte da narra\u00e7\u00e3o? Ainda d\u00e1 pra colocar um link aqui ou n\u00e3o? O texto deve ser mais pessoal ou mais conceitual?<\/p>\n<p>Falando desse jeito, parece at\u00e9 que relato como aprendi a escrever. Afinal as atuais ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o ignoram esses dilemas e tornaram esses questionamentos totalmente irrelevantes. Hoje as mensagens\/posts\/comunica\u00e7\u00f5es devem ser (s\u00e3o) curtas, de prefer\u00eancia usando imagens ou v\u00eddeos, e o mais pessoais poss\u00edveis. Vivemos o momento monossil\u00e1bico do eu finjo que digo, voc\u00ea finge que entende. Entende o que eu digo? N\u00e3o? Sim? Responda em menos de 140 caracteres, por favor.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que utilizo e estou no twitter e no facebook. N\u00e3o sou um xiita. Entendo o uso das ferramentas, mas as possibilidades de intera\u00e7\u00e3o que proporcionam n\u00e3o me satisfazem plenamente. S\u00e3o meios de comunica\u00e7\u00e3o pontual e s\u00f3. E nesse tipo de comunica\u00e7\u00e3o, para mim, existe um grande gap. Sinto falta de espa\u00e7o e tempo para discutir com mais profundidade coisas que vejo, leio, descubro e vivo, inclusive, pasmem, a respeito do meu trabalho. Por isso a volta ao blog.<\/p>\n<p>Mas o que farei com isso?<\/p>\n<p>Enquanto todos os blogs que sobreviveram conseguiram, na persist\u00eancia, se tornar instrumentos de jornalismos e colunismos em rever\u00eancia ao arqui-inimigo da internet Rupert Murdoch, volto-me para aquele janeiro\/fevereiro de 2003 quando descobria o colunista alc\u00f3olatra (n\u00e3o-alc\u00f3olico) de um jornal de bairros, resenhava a banquinha de rua de um vendedor de livros usados e contava a hist\u00f3ria do bizarro Don Juan parapl\u00e9gico de Barra de S\u00e3o Jo\u00e3o. Coisas sem sentido, sem prop\u00f3sito, sem raz\u00e3o. Sem querer criar memes, modas ou virais. Aquele era apenas um espa\u00e7o para o maluco da cidade botar o seu caixote e gritar ao vento coisas que n\u00e3o interessam a ningu\u00e9m, talvez nem a ele.<\/p>\n<p>\u00c9 isso, estou de volta. Mais uma vez. Se quiser botar o seu caixote ao lado e gritar tamb\u00e9m, fique \u00e0 vontade. N\u00e3o sou o Carlos Alberto de N\u00f3brega, mas aqui a pra\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nossa. Seja bem vindo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 estamos sozinhos? OK, acho que podemos falar. Enquanto todo mundo est\u00e1 ocupado criando memes, virais e conversando em mon\u00f3logos coletivos nas redes sociais da vida, c\u00e1 estou eu revivendo pela mil\u00e9sima vez um blog. O que me deu para vir brincar com essa m\u00eddia v\u00edtima de mortalidade infantil? 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