
Acho mega curioso que boa parte dos comentários sobre o uso de IA, Algoritmos e afins para criar conteúdo de entretenimento (não vou entrar na seara da “Arte” por motivos de cansaço conceitual), começa falando que essas estratégias vão contra o propósito humano da criatividade humana, da geração de conexão pela “arte” (putz, não escapei 🙁 ) mas sempre terminam a argumentação com algum caso onde a vontade e o desejo dos criadores humanores, contrariados pela lei do mercado, foram melhor na “arte” (agora é irônico) de atender ao mercado.
Gente, vamos nos decidir. Ou defendemos a arte (sim, sem aspas) como uma atribuição humana, na falta de qualquer outra razão melhor, porque SIM, ou fazer o coro de que o bom é o que vende e faz público. Não vamos esquecer da melhor definição de arte, a que o Scott McCloud faz no entendendo quadrinhos: arte é tudo o que não atende a reprodução ou sobrevivência.

Arte não tem bom ou ruim. Épocas diferentes vão ter diferentes visões de qualificação pra essa expressão humana, mas nada deixa de ser arte.