
- Parece que foi ontem, parece que foi séculos atrás: o 11 de setembro completa 25 anos. O impacto na política ainda é visível, e na vida das pessoas também. A New York relembrou os textos de seus colaboradores na semana seguinte. Sempre bom saber que não estamos sozinhos em nossas angústias. Talvez essa seja uma das maiores razões da literatura existir.
- A cada número de anos cabalístico (5,9,10,11, 15, 20, 21) fica no ar uma expectativa de um repeteco histórico, mas não como farsa. Frente ao fascismo reinante nos EUA, a sensação é de que o medo está se transformando num desejo. Já ouvi mais de uma vez nos últimos tempos frases como “tomara que dessa vez matem o Trump; eles erraram o prédio, deveriam ter acertado a Trump Tower; quando os EUA vão enfim pagar pelo mal que cometem com o Oriente Médio?”.
- Dizem que o 9/11 é o maior sinal que a história não acabou. Discordo. Pra mim, o 9/11 é o primeiro sinal do apodrecimento post mortem dela. O que de fato aconteceu na história que não um avançado estado de rigor mortis do capitalismo tardio (ou zumbi).
- Enquanto isso, como os cristãos primitivos de Valis trancados na invisível Prisão de Ferro Negro, continuamos à espera de que esse setembro acabe. Será que esse ano ele acaba? Não tenho muitas esperanças, mas me acordem se ele acabar.





