Bye, Bye, Brazil

Tive duas oportunidades, meio sem querer, de conhecer boa parte do Brasil. A primeira foi por ingenuidade. Eu tinha 20 anos, relia compulsivamente On The Road desde os 17, e, espremido entre a adolescência e a fase adulta, e paralisado pela falta de perspectiva que os anos 90 e a minha faculdade eternamente em greve…

Fumando espero

Uma das coisas que tem me passado pela cabeça é que, pós CoVid, como rolou pós Influenza e pós 1a. Guerra, a gente possivelmente possa passar por um período de pujança intelectual e orgia dos sentidos. Tudo para esconder o estresse pós traumático dessa experiência e da ansiedade que dificilmente nos largará. Uma década, cheia…

A mão invisível de Darwin

Acho que chegou num ponto em que a gente tem que se perguntar se a economia merece realmente esse lugar de destaque em nossas vidas. Do final do século XVIII pra cá, com a construção das repúblicas democráticas modernas e de algumas tiranias autojustificadas, a economia e a política, reduzida a um processo para definir…

Sequelas

Agora que o anormal se tornou normal, me pergunto o que faremos quando as coisas, supostamente, voltarem ao normal. Quer dizer, o antigo normal. Sem resposta, eu lembro do meu pai. Ex-combatente, voltou da 2a. Guerra, como muitos previam, maluco, ou, em inglês shell shocked. Maluco de guerra, pero no mucho. As doideiras, tirando a…

Do the Right Thing

Tem umas semanas que Do the Right Thing estava se insinuando em minha vida. Entre um jornal catastrófico e uma maratona de reprises de séries do Gloob (sim eu ainda assisto TV síncrona), eu pegava um pedaço dele. Ou quase. Sempre assistia uns dois minutos e desistia; seja porque estava no meio, no final ou…

Close