Por uma vida mais offline

Recentemente, na minha eterna tentativa de preservar meus espaços mentais e tomar controle do meu tempo, comprei um aparelho de mp3 e um dumb phone. O objetivo é poder ter acesso a mídia e algum contato com o mundo exterior (controlado e apenas com as pessoas que realmente me interessam) sem precisar ser constantemente inundado pelos interesses e demandas daqueles que não me dizem ao coração.

É claro que não dá pra fazer isso 24/7. Os pressupostos da Oceania nos forçam a prestar continência a múltiplos grandes irmãos, reais e inventados, para poder sobreviver. Porém, eu posso ter algum espaço, e tempo, principalmente tempo, em que eu saia da vista das teletelas e pense no que diabos acontece na minha vida.

Ou, melhor, posso seguir o conselho de Marina Abramovic, no seu curso do BBC Maestro, e parar de pensar, deixando-me perceber e entender ao que está ao meu redor. A distração não é negativa pois nos impede de pensar, mas pois nos força a mudar continuamente o foco do nosso pensamento. Então, como resistência, que tal simplesmente não pensar?

É, taí, um bom epiteto para as férias.

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