Quem curtia reclamar das produções usando Stock Photo e Video está mordendo a língua depois de ver tanto AI Slop por aí. O que incomoda não é a qualidade das imagens, que, sim, está melhorando, mas como essas ferramentas denotam não só uma falta de criatividade, mas especialmente uma completa falta de paixão pelas coisas. É como receber um cartão genérico no dia dos namorados, meias no dia dos pais ou flores da banquinha da esquina no dia das mães. Pouco esforço pra um resultado pífio que não interessa a ninguém. Proforma às vezes pode ser pior que o esquecimento inconsciente ou a inação deliberada. No erro existe ainda um resquício de humanidade. Agir de forma protocolar é simples automação sentimental.
Talvez a pior parte da IA é que ela não só se tornou o único tópico como tudo o que vemos desconfiamos (pelo menos, eu desconfio) ser produção de IA. São Tomé, nos proteja.
Outro problema é que não somos só nós que estamos treinando a IA, mas ela que também está nos treinando. Ô Cride, fala pra mãe que a IA, quer dizer, a televisão me deixou burro, muito burro demais.