Notas

2025.03.30

[06:11]

Acabei de assistir ao vidcast sobre atenção do “É sobre isso”, e me perguntei se a crise da atenção não é um problema mas uma resposta a um problema. Explico. Como estamos vivendo basicamente 3 a 4 vezes o que vivíamos há 100 anos, será que esse vácuo de estímulos não gera a necessidade de algo a se fazer que é respondido com esse excesso de informação? Como um câncer que continua a crescer anormalmente um corpo que insiste em permanecer vivo, a informação toma esse espaço para conferir a expectativa de sentido ao que não tem (ou nunca teve, mas pelo menos era rápido)?

Então, é sobre isso… 🙁

2025.03.29

[19:50]

 

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[19:05]

Acho que uma causa de morte pouco estudada é não saber mais viver sozinho. Deveriam ensinar isso para as pessoas, idosas ou não. Ia salvar muitas vezes. Aprender a ficar sozinho, sozinho, é punk.

[19:03]

A segunda temporada de House abusa do psicodrama, trocando os personagens de posição e gerando situações de conflito artificial para testar novas formas inovadoras de contar histórias sem ferir o formato. Um must.

[05:55]

Dia no nhoque. Onde comer? Onde comer?

[05:52]

A literatura (e a arte) de gênero tem uma beleza singular no apuro do formato. Requer uma delicadeza enorme manter a atenção do público na história mesmo depois da fórmula repetida à exaustão.

É o caso de House que, na época, cristalizou o formato da investigação médica. Funciona com diversas pistas falsas desde o primeiro momento, exacerbando a sua ideologia de que nada faz sentido e toda a humanidade é hipócrita. Uma gema escondida sob a enorme quantidade imitadores que gerou. Quando daremos mais valor a esse tipo de entretenimento?

Em tempo

O problema dos formatos de sucesso provavelmente se deve à extensão exagerada de sua sobrevida e a sua obsessão por dar fechamento aos subplots. Enfim, quem é o estraga é o público (ou o comércio). Uma verdade desde a morte de Sherlock Holmes.

[05:49]

Saudades de ouvir Rádio cruzando estradas.

2025.03.26

[17:06]

Dia difícil, com gripe braba. Esse clima carioca não é saudável.

[17:03]

Vergonha viver num país que precisa de duas tentativas para acabar com a ditadura. Mas é melhor do que viver em um que precisa de três tentativas. Vamos torcer que nessa segunda vingue.

2025.03.24

[12:45]

[12:39]

 

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Meu Jantar com André Remix.

[05:02]

A new generation enjoyed seeing the world as insane; they literally learned to stop worrying and love the bomb. Conceptually, we had already been living with the bomb; now the mass audience of the movies—which is the youth of America—grasped the idea that the threat of extinction can be used to devaluate everything, to turn it all into a joke. And the members of this audience do love the bomb; they love feeling that the worst has happened and the irrational are the sane, because there is the bomb as the proof that the rational are insane. They love the bomb because it intensifies their feelings of hopelessness and powerlessness and innocence.

Da icônica crítica de Bonnie & Clyde que explica o que é o cinema americano. Saudades, Pauline Kael.

[04:53]

Segunda, o dia de se sentir velho.

2025.03.23

[16:17]

Sobre o Branca de Neve. É ruim, mas acho que a culpa principal é da fadiga de franquia.

Poderia ser uma história bem trabalhada, mas a necessidade de tentar conjugar uma nova história, com uma franquia antiga, e uma agenda política rasa sequestrada corporativamente impede que saibamos o que ele poderia ter sido. Era pra ser uma discussão sobre desigualdade social e concentração de poder econômico? Não sei. Era pra ser uma história sobre um conflito entre diferentes concepções de poder feminino? Não sei. Era pra ser uma outra coisa que ninguém conseguiu notar? Não-sei.

Enfim, a necessidade de maximizar lucros, usando propriedades intelectuais reconhecíveis, e fingir ter uma agenda política progressiva, que, sabemos, a Disney não exerce, transforma tudo num horrível pastiche de algo que nunca existiu. Talvez por isso os anões sejam tão fakes. Num mundo de hipocrisia aquilo que parece mais falso começa a se tornar verdadeiro.

[11:24]

Sempre um privilégio ser cria de períodos interregnos. Tratamos tudo como impermanente e engano.

 

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[11:13]

Me preparando para assistir ao filme, nas palavras da Alícia, da filha do beiçola.

Branca de Neve ganha cenas inéditas em trailer internacional

[11:12]

Tumblr: Image

[10:46]

O problema de viver “history in the making” é que tudo parece ao mesmo tempo banal e vital. Dá um cansaço tremendo ficar escolhendo o que merece ser lembrado para que sejamos mais do que simples passageiros distraídos no trem da história.

[10:32]

Tem um nível altíssimo de cretinice na maneira que o Saturday Night Live criou para contar piadas racistas, homofóbicas e misóginas como se fosse um desafio de crítica sociocultural.

Realmente me pergunto a que público isso atende.

[10:21]

Molly Crabapple desenha o julgamento de Luigi Mangione. J’Accuse Feelings.

[05:51]

We’re doing what can’t be done
Mind over matter
There’s no battle that can’t be won
Mind over matter
We’d never let dreams die young
Mind over matter

[05:27]

É inegável a impressão indelével que os quadrinhos psicodélicos dos anos 70 ainda tem sobre os quadrinhos independentes. Mesmo passados 50 anos, como um rock progressivo ruim, continuamos a ver as suas notas amadoristas se propagando pelo espaço tempo nessa canção gráfica, riponga, contra-cultural que, mesmo sem ter nada a dizer, se pretende profunda como uma piscina de saltos ornamentais, mas entrega uma banheira morna de bebê.

2025.03.22

[12:35]

Always a pleasure beating the bot. Besides what they say, no, it was never luck.

Between us, yes, it was. In part. But don’t let them know it.

[10:59]

Somehow, the things I buy always outpacs the things I create. AKA I give away more money than I take in, because I’m generous, or, as my mom likes to put it, fiscally irresponsible. Or, as I tell the IRS, I’m a writer. – Ginny Hogan.

We all are. Daqui.

[10:58]

Só um período de estudo de Gestão Editorial e já estou odiando as pessoas autoras carentes.

[10:11]

Os últimos posts são de prints da série de quadrinhos “Hello, Darkness”. Altamente recomendado.

 

[09:51]

Um bom começo de história.

[09:46]

Below Deck & Climate Change.

Uma discussão interessante é que vivemos num mundo que surgiu do conceito de que “só alguns podem ser ricos” e que sofre hoje um risco de extinção pois o capitalismo/ética protestante do trabalho criou a fantasia de “todos podem ser ricos”, enquanto deveríamos lutar por um mundo onde “ninguém é rico”. E ainda fica a pergunta: o que é ser rico?