Acho que agora já basta de filmes de super heróis

Hoje o fandom teve mais uma agradável notícia: Vingadores 3, que a princípio se inspirará na saga Guerra Civil, contará com a distinta participação do Homem Aranha. Depois de anos preso na Sony junto com os X-Men, e após duas desastrosas sequências à trilogia de Sam Raimi, o Aranha se une novamente ao resto do universo Marvel.

Em meio aos urros de alegria e aos pequenos orgasmos do povo no twitter, não me escapou um grupo de fãs empolgados com a possibilidade de uma versão cinematográfica de Guerras Secretas. Nessa hora percebi que já tínhamos ido longe demais. Depois da aparição de Thanos e a histeria frente a uma possível versão do Desafio Infinito, saga da qual nunca ouvi um ser humano falar bem, agora estão achando bom uma versão da deplorável maxissérie Guerras Secretas? 

Nessas horas me questiono se há realmente prazer em assistir aos filmes de super heróis ou se na verdade se trata de um meta prazer. É, uma espécie de vingança ao ver aquilo que nos tornava párias sociais no passado se tornar uma medalha de being cool.

Por essas e outras é que não tenho mais paciência para filmes de super heróis. Some a isso os reboots de 10 em 10 anos; as infinitas sequências de origem; as brigas nas redes sociais; o ódio aos novos fãs; a repetição exaustiva de bordões; e os efeitos negativos inibidores da criatividade que isso tem gerado nos quadrinhos regulares. Presto! Temos um belo cenário de exaustão do modelo.

Que tal tentarmos algo novo? Você, enquanto público, tem um papel muito importante nisso. É só consumir algo que não remeta simplesmente à mídia nostálgica que atende aos seus gostos de criança. Não sei se lhe contaram mas você tem a permissão de gostar de coisas novas depois que fez 15 anos. Sério. Pode tentar. Confie em mim, só vai lhe fazer bem.

One Reply to “Acho que agora já basta de filmes de super heróis”

  1. Deixei de ler quadrinhos de super heróis quando tinha 15 anos. Acho que qualquer roteiro perde qualidade mediante o rolo compressor da obrigatoriedade da publicação mensal. Coisas melhores estão em outras mídias, em outros espaços. Sem contar que o efeito “Jim Lee”, na década de 90, foi bem perverso. Nada contra o desenho do cara, mas começou um movimento de valorização da arte e da cor em detrimento do roteiro. O Jim ilustrou histórias ótimas, mas também muito lixo filler para vender revistas no verão. A melhor parte dessa fase foi o movimento de artistas e roteiristas em prol do reconhecimento de sua propriedade intelectual.

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