Meu cansaço tá no nível de pedir duas semanas de atestado pra entrar em completo isolamento social ouvindo Cigarettes After Sex no repeat. Mas posso trocar também por uma folga até o Apocalipse chegar. Não sei o que vai levar mais tempo.
Mais um artigo redigido pro jornal República. Dessa vez sobre Copa do Mundo, como se eu soubesse o que falar a respeito. Mas ficou divertido. Acho.
Saindo daqui a pouco pra feirinha literária de Santa Rita. Por conta do frio, prevejo que vai estar vazia. Mas posso estar errado. Em geral estou.
Como eu previa, estava errado. O tempo esquentou, o sol apareceu e a feira deu bastante movimento. Palestras no meio do Largo de Santa Rita, algumas barracas de editoras, livrarias e artistas independentes, e o curso incrível do mestre Bráulio Tavares sobre A Narrativa de Mistério e o Mistério da Narrativa. Tive insights o suficiente pra encher um caderno. Vamos ver se o meu romance de investigação corporativa sai do papel, ou, melhor, entra no papel.
E ainda almocei na nova versão do Esquimó. Bela Tradição.
Assistindo, pela terceira ou quarta vez no ano, a Antes do Amanhecer. Sempre presto atenção a algo diferente. Dessa vez me liguei nos oráculos que eles encontram: os caras da peça da vaca, a quiromante e o poeta. Quantos sinais recebemos na vida e ignoramos? O que aconteceria se a gente tentasse entender o que a vida quer nos dizer toda vez que algo estranho acontece em vez de bloquear essas mensagens do destino? Enfim, tenho crise de meia idade porque assisto tanto a esse filme, ou assisto tanto a esse filme porque tenho crise de meia idade?
Agora foi golpe baixo. Depois de Antes do Amanhecer emendaram com Clube dos Cinco. Está formada a tempestade perfeita da crise de meia idade. Nos vemos(?) do outro lado.
Por falar em Poeira de Estrelas, o belo quadrinho de Anderson B que comprei na feirinha de Santa Rita.
Fazendo coro com alguns amigos, hoje peguei meu primeiro Uber em que o motorista reclamou espontaneamente da família Bolsonaro e ainda defendeu a Petrobras. É, pelo jeito, the times, they are a-changing.
Ah, me tira uma dúvida. A gente já superou essa onda de que interagir com post de rede social é forma de afeto, certo? Cer-to?! Então, por que continuamos a fazê-lo e a cobrar dos outros que o façam? Ah, por falar nisso, não esqueça de dar seu like, assinar e ativar o sininho ou…