Sonhos longos e estranhos em que eu morava em Paquetá e os caseiros queriam me expulsar da casa no domingo pra poderem usar a piscina. Bom sinal? Mal sinal? Vai saber… mas é sempre bom lembrar que tenho um lugar para onde quero fugir, mesmo que eu precise urgente mudar de caseiros. Logo depois, óbvio, de comprar uma casa.
O pessoal já tá reclamando do frio com razão, mas confesso que viveria mais tempo nesse clima. Vai entender…
Importante e interessante discussão no Blue Sky sobre o fim do movimento manicomial e como a cultura e a população abraçaram os diagnósticos psiquiátricos como ferramentas de identificação, aceitação e busca por benefícios em detrimento da liberdade.
O “plot” de Below Deck que assisto, enquanto passo roupa, corrobora com a ideia de que boa parte dos Reality Shows não passam de cópias (na estrutura) de Sonhos de uma Noite de Verão. Personagens jovens (ou nem tanto) presos numa fina fatia de tempo, espaço e contexto esbarrando atabalhoadamente e sexualmente entre si enquanto situações fantásticas e confusões mundanas acontecem ao seu redor. Engraçado. Essa também é uma excelente definição pra boa parte do Teatro, que, como a vida, quase sempre não passa de uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria. Sentido? Fica ao gosto do freguês.
É um pouco cruel ter sido obrigado a trocar o falecido Sílvio Santos pelas maratonas de SVU como anestesia pré-segunda-feira. Por mais que eu adore as aventuras de Benson e companhia, é muito mundo cão pra dar início na semana. Ou não. Talvez Sílvio Santos fosse pior. Vai saber…
Por falar em fim de domingo, uma nova temporada de Curb your Enthusiasm seria uma boa alternativa também. Enquanto isso não rola, deixa eu ir lá assistir tudo de novo. De novo. De novo.
” Tomorrow, and tomorrow, and tomorrow, creeps in this petty pace from day to day, to the last syllable of recorded time; and all our yesterdays have lighted fools the way to dusty death.” – Larry David, quer dizer, Macbeth