Com um pouquinho de atraso(?), fiquei sabendo do novo bafafá na casa da Besta Fera. Parece que a cônge do demônio queria algo, o enteado, que está na pior, não quis dar e rebateu de forma atravessada; ela, ofendida de ser colocada no papel de submissa que defende que todas as mulheres (menos ela) assumam, foi na internet fazer um mi-mi-mi de 20 minutos pra dizer que entende do que não entende, mesmo que tenha influência em quem não entende do que ela não entende, mas finge que entende. O que me espanta é que a gente fique mobilizado por isso. É óbvio que é golpe, como a Clara Averbuck apontou até duas vezes, mas a questão é: qual é o propósito? Os dois tão mancomunados pra ele, em queda livre, passar o lugar pra ela, dando a impressão que ela tem uma moral que não tem? Ou é mesmo um caso de assassinar esse Julio Cesar da Kopenhagen, mesmo que ele mesmo já tenha se apunhalado múltiplas vezes, para a Evita das Cidades Satélites se apresentar como uma opção eleitoral viável? Não dá pra saber, mas é meio bizarro assistir esse Alexandre, o Minúsculo, assistir o seu “reino” ser dividido em vida quando olha pra paisagem da Muzema do Vivendas da Barra chorando por ter percebido que nunca conquistou terra alguma (que não lhe tenha sido ofertada pelos milicianos).
Toda vez que vejo essas notícias me dá um sentimento ruim, pois lembro da sensação na pandemia de estar preso com a Besta Fera. Todo dia uma notícia alarmante, uma bravata, uma burrice. Já não passamos tempo demais dentro da casa de sitcom ruim de “0$ B0l$0n4r0$”.? Já deu, né, galera? Podíamos simplesmente nos oferecer nossa completa e mais sincera falta de atenção.
Por outro lado, nesse mundo em que tudo parece falso, esse tipo de factoide gera uma impressão de realidade justamente pelas inúmeras (e irreais) camadas conspiratórias que esse drama familiar fuleiro com enormes (e graves) consequências ao país carrega. Há uma sensação de risco real, apesar de tudo não passar de um teatro. Porém, não é (a princípio) um remix beirando o plágio de algo sobre IA feito por IA. Ai,se.. AI, se… Baby!
Engraçado que boa parte das minhas referências mais comuns são de 1999: Beleza Americana, Matrix, Clube da Luta, Office Space… Parece que estou num romance de FC do Philip K. Dick em que o bug do milênio nos jogou numa realidade construída pela Internet e nunca chegamos no século XXI. Bom, ruim, grande, pequeno, como vou saber?