O ser humano é o único animal que por suas características neurofisiológicas é suscetível a ficar assombrado pelo passado e obcecado pelo futuro. E/ou vice-versa. E, pra piorar, ainda acha que viver na gangorra da depressão e da ansiedade é “evolução”. Fala sério!
Muito me espanta que, nessa época em que, se a gente se organizasse direitinho, dava pra toda a humanidade viver com paz e conforto, a gente continua se matando por aí por medo e ganância. É uma pena termos tão poucos virginianos no mundo pra cuidar dessa tarefa.
Tá bom, não vamos estereotipar. Também tem um bando de virginianos terríveis e cruéis.
O pessoal fala que estamos muito próximos da Idiocracy, sim, estamos, mas, na minha opinião, a proximidade é no retrovisor, pois já passamos dessa época. Estamos nos aproximando mesmo é do mundo de A Máquina do Tempo. O problema é que nessa briga em Elois e Morlocks (existe diferença, afinal?), sorry, acabo torcendo pra briga.
Pós-pós-apocalypse, vivemos num constante desintegrar do pior em direção a um “vocês não vão acreditam, mas piorou”. Nesse cenário, não sei se o Afrika Baambata ter se mostrado uma desgraça tira ou aumenta o mérito de World Destruction como peça profética. O John Lyndon, a gente sempre soube que não prestava.
Enfim, não há mais salvação. Ou há. Vai saber? Tudo depende do próximo fim de semana.