2000
– Então, o que você queria me mostrar?
– Aqui, ó.
– Uma fita de vídeo?
– É. Parece até que nunca viu uma fita de vídeo.
– Vi. Claro. Mas o que tem nela?
– Põe aí pra gente ver. Continue lendo
2000
– Então, o que você queria me mostrar?
– Aqui, ó.
– Uma fita de vídeo?
– É. Parece até que nunca viu uma fita de vídeo.
– Vi. Claro. Mas o que tem nela?
– Põe aí pra gente ver. Continue lendo
Nos últimos meses acabei meio sem querer (re)assistindo a vários filmes de Sam Mendes. No último, Revolutionary Road, de repente percebi um traço comum em todos eles: a luta contra a conformidade e, consequentemente, contra a mediocridade.
Essa semana estava assistindo novamente a Procura-se Amy e me espantei com a quantidade de cigarros fumados. Sim, os heróis, as mocinhas e, se pudermos chamá-los assim, os vilões, todos eram fumantes. Fumavam ao acordar,após as refeições, durante as refeições, depois do sexo, antes do sexo, em todas as situações. Ser fumante, em 1997, não era nada demais. Eu também era fumante em 1997. E, pelo que eu me lembre, não era nada demais. Era até bom.
Disclaimer: Antes que você venha me xingar, não entendo nada de futebol. O texto abaixo é sobre comportamento e usa futebol apenas como gancho. OK?
Passada a tragédia, ou, melhor definido, como li por aí,a tragicomédia anunciada, está na hora de levantar os aprendizados que tivemos com a Copa. Péra aí! Aprendizados? É, aprendizados. Ou será que vamos passar por isso sem aprender nada?
Sim, eu sei, essa não é a nossa maneira de agir. Seja no futebol, na política, nos relacionamentos ou mesmo no trabalho, o brasileiro não é um ser racional. Somos quentes, latinos, re-la-ci-o-nais. Ser racional no Brasil é até palavrão. Sinônimo de frio, distante, chato. Quem já viu pensar? Coisa mais brega, Jesus! Eu quero é fazer! Continue lendo
Pra bom entendor meia palavra e imagem bastam. É só olhar pros aplicativos que nos cercam e perceber as mensagens que eles nos passam todos os dias. Continue lendo
Vez ou outra, durante as minhas clássicas insônias, eu encontrava um amigo discutindo a vida, o universo e tudo mais no twitter. Por inércia ou simples provocação, eu acabava respondendo. Minhas mensagens, seja pela limitação de caracteres ou de conhecimento, nem sempre conseguiam exprimir o que eu acreditava, se é que eu acreditava em algo; mas essas conversas acabavam quase sempre por se tornar um teste de conceitos. Pra mim e pra ele. Sobre o que? Sobre a vida, o universo e tudo mais. O básico.
Como não podia deixar de ser, nessas conversas delirantes de traça de biblioteca surgiam boas indicações de textos e livros. Uma vez indiquei a esse amigo o A Guide to the Good Life: The Ancient Art of Stoic Joy, e acabei por ser identificado como estóico. Não posso dizer que me incomodei. Considerei verdadeiramente um elogio. Se bem que preferiria ser considerado Zen. Mas, cá entre nós, ainda me falta comer menos feijão e arroz pra isso.
No mês passado, em mais um desses papos, ele me indicou o The Fault in Our Stars como uma obra com um toque “estóico”. Meio que me surpreendi. Tinha lido algo sobre o autor e a sua fama entre os adolescentes, e apesar, ou por conta, disso, não tinha sido atraído. Como meu amigo previu em seu convite, tive certo preconceito, confesso; mas conclamado a ler uma boa história sem pretensão, tanto do lado do leitor como do autor, me voluntariei. Continue lendo