Arquivo do Autor: Lisandro Gaertner

Sobre Lisandro Gaertner

Escritor, roteirista, game designer e especialista em aprendizagem. Mais informações na BIO.

Um feliz fim do mundo pra você

Enfim, o fim do mundo chegou. Já estava mais do que na hora. Desde os meus 5 anos, nos estertores da guerra fria, quando a situação esquentava com a invasão do Afeganistão e tal, eu esperava por esse momento. Minha mãe, do alto do seu treinamento paz e amor nas praias do Arembepe, me instruía:

– Meu filho, se tiver uma luz muito forte, não olhe para ela. Esconda-se atrás de algo de metal, de preferência, e, assim que o clarão acabar, tente juntar o máximo de comida enlatada e água engarrafada que conseguir. Ah, e não esqueça das pilhas, né? Como é que a gente vai viver depois do fim do mundo sem pilhas, não é mesmo? Continue lendo

Cinema? Porque sim!

Não sei exatamente há quanto tempo o filme foi lançado mas até agora não vi Os Vingadores. Acredito que alguns que me conhecem estejam muito espantados com essa afirmação, logo eu, mó fã de quadrinhos, ainda não vi os Vingadores? É, verdade, e, pra aumentar ainda mais a sua surpresa, confesso: não estou lá muito animado a assistí-lo. O problema, acredito, não está com os heróis mais poderosos da Terra, mas com o cinema como um todo. Não sei como vocês tem lidado com o cinema atualmente mas eu tenho me sentido cada vez menos inclinado a ir. Continue lendo

Campus Party: há algo de diferente

Mais vez estou na Campus Party. O sentimento à primeira vista parece o mesmo de sempre, mas há menos vigor. Talvez seja eu. Talvez seja o fato de que não precisei passar 9 horas numa fila para conseguir uma credencial. Vai ver a diminuição do esforço para aqui estar diminuiu também a sensação de conquista. Sei lá, mas há algo diferente. Continue lendo

2 and a 1/2 men menos 1 and a 1/2 men mais 1 man, igual à…

Não sei quanto a vocês, mas fiquei com uma sensação esquisita no início da nova temporada do Two and Half Men. E, não, a causa disso não foi a “substituição” Charlie Sheen pelo Ashton Kutcher. Não houve substituição. A série só passou por uma grande mudança estrutural para manter seu público próximo de um cenário e personagens familiares. Nessa reestruturação o que realmente me incomodou foi a mudança ocorrida no Alan. Continue lendo

A eterna crise de ouro do RPG

Cara, tem coisas que é até melhor não ficar sabendo. Mas como fiquei sabendo, não estou conseguindo ficar calado. O pior é que isso me pegou logo depois da minha volta da GENCON, onde entrei em paz com o meu lado gamer e mudei muito o que eu pensava sobre o hobby.

Do que estou falando? Bom, há pouco tempo atrás, a Rede RPG publicou um texto comentando sobre uma mudança de paradigma no RPG nacional. Estranhamente o artigo se focou na comparação entre os tempos de hoje e uma suposta “Era de Ouro” do RPG Nacional. Pelo que entendi do artigo essa tal época dourada comercial ocorreu nos meados dos anos 90, quando eu era particularmente atuante no meio. Engraçado que eu não me lembro de época de ouro nenhuma. Foi uma época legal e tudo, mas não tinha nada de época de ouro. O que havia realmente era mais trabalho, mais gente disposta a trabalhar, um certo deslumbramento e muitos erros sendo cometidos. Continue lendo