Arquivo do Autor: Lisandro Gaertner

Sobre Lisandro Gaertner

Escritor, roteirista, game designer e especialista em aprendizagem. Mais informações na BIO.

Descompromisso com a verdade?

Tava hoje pensando novamente aqui com os meus botões sobre essa febre de cursos de storytelling para executivos. A minha primeira coisa que me pareceu foi que construiram toda uma disciplina em cima daquele conselho mais velho do que andar pra frente:

– Quando for começar uma apresentação, comece com uma piada.

Como perceberam que, como todo senso comum, isso era uma furada, resolveram mudar o adágio:

– Quando for fazer uma apresentação, utilize uma anedota. Continue lendo →

A arte de afrontar

Existem diversas maneiras de afrontar o outro, mas nenhuma funciona melhor que mostrar claramente que o está ignorando. Se você tem um estilo mais esquentadinho e gosta de desafiar ou diretamentar confrontar quem lhe incomoda, lamento dizer, você está fazendo isso errado. Toda vez que você confronta o outro e se mostra incomodado com ele ou suas ações, você já perdeu o jogo. Você mostrou que o outro tem o poder na relação. E afrontar não é confrontar. Continue lendo →

Mais inteligente que você

Fábio chegou afobado para a entrevista de emprego. Depois de passar pelo escrutínio 11 de setembro style dos entediados guardas de segurança do prédio comercial, correu para o hall dos elevadores. Para a sua surpresa não existiam botões convencionais. Pequenos teclados numéricos substituiam os clássicos subir e descer. Malditos elevadores inteligentes, pensou. Continue lendo →

Lendo boa literatura ruim

Quando era um pré adolescente sem nada pra fazer, costumava passar boa parte das férias num sítio de um amigo meu. Entre pescar de peneira nos córregos da região, invadir os sítios alheios para tomar banho nas suas piscinas e jogar RPG pelas madrugadas, sobrava muito tempo. Como não havia internet, essa máquina que te impede de ficar entediado, mas só te distrai, era necessário inventar o que fazer. Quando as invenções se esgotavam, aí é que as coisas ficavam interessantes. Continue lendo →

O fim da fé

Nasci em 1974. 1 mês e 2 dias depois da renúncia de Nixon. Não, os dois eventos não estavam relacionados, mas de certa forma explicam o mundo onde cresci. Um mundo com a fé abalada pelas ações de um Ricardo III moderno que develou a cara do poder. Quase 3 anos depois, em 23 de março de 1977, o mundo dava sinais do medo que Nixon criou na mente deles. Dos 5 filmes indicados ao Oscar, o ganhador foi Rocky. Rede de Intrigas, Todos os Homens do Presidente e Taxi Driver, retratos da fratura causada nos Estados Unidos, foram preteridos em relação à uma fantasia mais fantasiosa, mas não mais imaginativa, que o Senhor dos Anéis. O mundo P.N. (pós Nixon) estava louco para acreditar em algo. Até num ogro com apenas duas expressões (de olhos abertos ou fechados) que vivia o sonho americano. Eu preferi não acreditar.
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