Arquivo da categoria: Ensaios

Cinema? Porque sim!

Não sei exatamente há quanto tempo o filme foi lançado mas até agora não vi Os Vingadores. Acredito que alguns que me conhecem estejam muito espantados com essa afirmação, logo eu, mó fã de quadrinhos, ainda não vi os Vingadores? É, verdade, e, pra aumentar ainda mais a sua surpresa, confesso: não estou lá muito animado a assistí-lo. O problema, acredito, não está com os heróis mais poderosos da Terra, mas com o cinema como um todo. Não sei como vocês tem lidado com o cinema atualmente mas eu tenho me sentido cada vez menos inclinado a ir. Continue lendo

Campus Party: há algo de diferente

Mais vez estou na Campus Party. O sentimento à primeira vista parece o mesmo de sempre, mas há menos vigor. Talvez seja eu. Talvez seja o fato de que não precisei passar 9 horas numa fila para conseguir uma credencial. Vai ver a diminuição do esforço para aqui estar diminuiu também a sensação de conquista. Sei lá, mas há algo diferente. Continue lendo

2 and a 1/2 men menos 1 and a 1/2 men mais 1 man, igual à…

Não sei quanto a vocês, mas fiquei com uma sensação esquisita no início da nova temporada do Two and Half Men. E, não, a causa disso não foi a “substituição” Charlie Sheen pelo Ashton Kutcher. Não houve substituição. A série só passou por uma grande mudança estrutural para manter seu público próximo de um cenário e personagens familiares. Nessa reestruturação o que realmente me incomodou foi a mudança ocorrida no Alan. Continue lendo

A eterna crise de ouro do RPG

Cara, tem coisas que é até melhor não ficar sabendo. Mas como fiquei sabendo, não estou conseguindo ficar calado. O pior é que isso me pegou logo depois da minha volta da GENCON, onde entrei em paz com o meu lado gamer e mudei muito o que eu pensava sobre o hobby.

Do que estou falando? Bom, há pouco tempo atrás, a Rede RPG publicou um texto comentando sobre uma mudança de paradigma no RPG nacional. Estranhamente o artigo se focou na comparação entre os tempos de hoje e uma suposta “Era de Ouro” do RPG Nacional. Pelo que entendi do artigo essa tal época dourada comercial ocorreu nos meados dos anos 90, quando eu era particularmente atuante no meio. Engraçado que eu não me lembro de época de ouro nenhuma. Foi uma época legal e tudo, mas não tinha nada de época de ouro. O que havia realmente era mais trabalho, mais gente disposta a trabalhar, um certo deslumbramento e muitos erros sendo cometidos. Continue lendo

Meia Noite em Paris

Depois de abandonar a sua fantasia nostálgica e abrir mão do seu presente e do seu provável futuro, Gil Pender, alter ego de Woody Allen em Meia Noite em Paris, caminha sozinho pela noite da capital francesa. Enquanto discute consigo mesmo a respeito do que fez com sua vida, esbarra com a vendedora de discos antigos que conheceu no mercado de pulgas. Após uma pequena troca de gentilezas, a atração entre os dois se mostra clara. Bate meia noite, a hora mágica em que ele voltava no tempo. Dessa vez ele não é tragado para a sua fantasia nostálgica. Ele está vivendo uma versão dela no seu próprio presente. Sem aviso, começa a chover e, para confirmar como certa a sua escolha, a vendedora concorda com ele: é ótimo andar sob a chuva. The End. Será? Continue lendo