Arquivo do Autor: Lisandro Gaertner

Sobre Lisandro Gaertner

Escritor, roteirista, game designer e especialista em aprendizagem. Mais informações na BIO.

Poesia precisa de prefácio?

Esse texto foi escrito para abrir o livro Passione Poética: & Poemas Entrecortados de Marcos Khan, já disponível na Amazon. Vou dizer pra vocês, nada mais difícil que escrever um prefácio. Sempre sai errado. Vejam aqui o quanto errei.

Hoje, flagrar alguém escrevendo poesia é como pegar um familiar num ato de perversidade sexual:

“Mas logo você? Por quê? POR QUÊ?”

Nessa época em que todos nos tornamos gera-dores de conteúdo para encher os vazios imencionáveis da nossa existência pós-pós-pós, a poesia foi a única forma de manifestação humana que não mereceu uma rede social exclusiva para se aproveitar do nosso trabalho digital escravo. Por quê? Eu tenho minhas suspeitas.

Poesia requer tempo. Tanto do autor como do leitor. Uma vez, numa oficina de contos na saudosa estação das letras, ouvi o grande Paulo Scott declarar:

“Ler poesia requer disponibilidade para embarcar na viagem do outro”

Fato. E num mundo cheio de espelhos, a quem importa tentar vivenciar e embarcar na subjetividade alheia?

Poesia não quer nada. E quer tudo. Por isso não tem objetividade, nem funciona como o tão desejado “call to action” das agências de publicidade (ainda existe isso?).

Ao terminar de ler um poema, você não sente vontade de consumir nada. Quando muito de dar um longo suspiro e pensar na pessoa amada.

E por último, poesia é… poesia… enfim, poesia é poesia.

E, por mais que nos Instagrams da vida, vez ou outra, surja um poeta de pé quebrado, rimando mulher com colher, e esperando ser convidado para declamar em festas de 15 anos de futuras socialites prafrentex, poesia deixou de ser um esporte popular. Tanto para assistir, como para praticar.

Então, ao descobrir Marcos Khan como poeta, me fiz a mesma pergunta que o mundo faz a qualquer poeta: “pra quê?”

Pra que escrever sobre o cotidiano de casais apaixonados?
Pra que expor seus encontros de civitate andante com as mazelas da cidade?
Para que nos lembrar que é possível sentir falta dos outros e degustar o sabor da saudade?
Pra que usar rima, métrica e redondilhas, nos fazendo fazer acrobacias verbais e orais em aliterações, numa linguagem de emoções que não cabe em 280 ou 140 caracteres?
Pra que exacerbar o sentimento e capturar os momentos do amanhecer e do anoitecer na espera do corpo da sua paixão?
Pra quê?
Pra quê?
Pra quê?

Eu lhe digo pra quê.

Marcos Khan, seguindo o conselho do melhor pior professor do mundo, Mr. Keating, faz o uso da linguagem pura, para o que ela foi inventada: cortejar as mulheres, e, por tabela, o mundo que nos cerca.

Há missão mais nobre que essa? Não precisa responder, leia seus poemas e veja o que ele tem a nos dizer sobre isso.

Então, saia de suas redes sociais, desligue seu celular e demais eletrônicos, e se permita viajar pela sua subjetividade, tomando o seu papel, ou o papel da sua musa, Cristiane, e o encontre andando sobre os versos que cobrem seu caminho pelas ruas de um Rio de Janeiro que não existe mais, mas deveria.

Pra quê? Você quer mesmo que eu repita?

Mr. Rooney’s day of… work

Ontem estava passando Curtindo a Vida Adoidado e quisemos mostrar pra nossa filha. Óbvio que não prendeu a sua atenção. Primeiro porque ela só tem sete anos, e ainda não compartilha da fantasia da fuga da escola como processo de amadurecimento, e segundo porque é um filme onde nada acontece. Nesses tempos onde tudo tem que ser, ou, melhor, parecer alto, inédito, surpreendente e espetacular para competir com algo que se diz mais alto, mais inédito, mais surpreendente e mais espetacular, assistir a um dia em que um garoto resolve matar aula para fazer nada pode parecer bem entediante.

E, é. Ele toca clarinete, brinca no computador, faz um montão de estruturas mecânicas para enganar os pais, fala no telefone à beça, almoça, muda suas notas, passeia de carro e visita vários lugares sem muito propósito. Excetuando os passeios externos, é muito similar à rotina de quem está um ano em aula online. E, sinceramente, tirando o breve conflito familiar específico do Cameron, o único personagem com um arco dramático de verdade, tudo fica basicamente na mesma do início do filme.

Minha filha perdeu o interesse logo no início, mas eu não. Fazia muito tempo que não assistia a esse filme e reencontros cinematográficos sempre me trazem um olhar diferente sobre paisagens comuns. Dessa vez percebi que comecei a prestar mais atenção ao Mr. Rooney e a sentir pena dele.

Enquanto Ferris esfregava seu hedonismo inconsequente na nossa cara, confesso, entendi totalmente a crise e o comportamento do Mr. Rooney. Diretor de uma escola cheia de professores chatos e alunos idiotas, ele leva a uma vida confortável sem um trabalho realmente desafiador, já que boa parte da rotina de trabalho está automatizada. Preso ao marasmo do cotidiano, cercado de jovens, ele sofre pela sua própria juventude perdida. Tem certeza que poderia ter sido mais, porém é a todo momento lembrado pela sua secretária que seu tempo já passou.

Assim, como um Capitão Gancho perseguido pelo Jacaré TicToc, que representa a própria morte, ele se lança à busca do único aluno relapso de uma escola extremamente bem administrada. Ignora os 99% do corpo discente que segue as regras e recebe uma boa, porém maçante, educação. Não está em busca de corrigir um erro, mas da própria juventude.

Não é difícil pensar que Ferris esteja realmente doente em casa enquanto tudo que acontece com ele não passe de uma fantasia de Rooney, que deseja, ele mesmo, não estar na escola. E, se aproveitando da sua autoridade, também escapa dela com uma justificativa totalmente sem sentido.

Rooney, como um Alexandre, o Grande, dos subúrbios de Chicago, se desespera pois olha em sua volta e não tem mais horizontes a conquistar. Sem propósito, caça inimigos imaginários e ataca moinhos de vento, cavando a sua própria ruína.

No final, quando, derrotado, ele descobre que os alunos não estão presos com ele, mas que ele está preso com os alunos, me senti triste por todos nós, que já conseguimos ser Ferris durante dois dias ou duas semanas num verão atípico no início dos anos 90, mas precisamos ser Rooney por décadas. Ferris, como Peter Pan, não envelheceu, mas eu, como Ronney, sim.

Quando vou aprender que preciso deixar o senso crítico e a sensibilidade de lado para assistir a esses clássicos dos anos 80? Perdão, é a falta de férias falando.

Os Bullies de Bolsonaro

Acho que entendo a fascinação de 30% da população por Bolsonaro.

Quando eu estava no colégio, eu tinha o péssimo hábito de me interessar pelo que era ensinado. Não quero dizer que eu gostava de estudar para as provas ou tinha responsabilidade pelo meu sucesso estudantil. Na verdade eu era bem relapso. Estudava de véspera; fui repreendido várias vezes por ler quadrinhos e livros de ficção durante as aulas; até tinha boas notas, mas não era um dos melhores da turma. O que me diferenciava da maioria é que eu tinha curiosidade real pelo que os professores traziam para a sala de aula. Essa postura me aproximava muito deles e os estimulava a aumentarem, vamos dizer, suas intervenções pedagógicas.

Por conta de algumas sugestões minhas, professores nos colocaram para criar jogos sobre a Guerra do Vietnã durante as férias de julho; mexiam nos temas das redações, incorporando o barroco e o hiper romântico como inspiração; e até uma vez nos fizeram ler um longo texto medieval em francês para o trabalho final de Cultura Clássica. Não preciso dizer como era odiado e como eu apanhava por conta disso.

Muitos desses alunos que me espancavam não eram ruins, nem irresponsáveis, eles só tinham uma visão diferente da vida. Queriam o máximo de ganho, com o mínimo de esforço. Muitos vindos de famílias com negócios estabelecidos ou herdeiros de posições de status só aguardavam passar por todo esse período de estudo para assumir o seu papel na elite a qual acreditavam pertencer. Eram pragmáticos na utilização das vantagens estruturais que tinham.

Por isso eles me odiavam. Eu representava para eles a falta de propósito e o desrespeito a uma hierarquia na qual eles queriam reinar. Eu, quase como um Diógenes, vivia num barril, no caso na biblioteca do colégio, fazendo pouco do rei sol que eles acham ser com a minha vontade de aprender e conhecer. Eu, explicitamente, declarava “Eu não sei”, o que revelava a ignorância geral e nos forçava a aprender. Por isso eles me odiavam.

Essa é a mesma origem do ódio dos bolsonaristas pelo restante do país. Empoderados pelas suas pequenas autoridades, como empresários, policiais, comerciantes, motoqueiros, milicianos, pastores, militares, eles sentem que o restante da população está tirando deles direitos aos quais ninguém deve ter direito. O direito de humilhar e ameaçar; o direito de ter escravos; o direito de não se importar com o meio ambiente, a segurança coletiva ou a vida alheia. O direito de matar os pobres que não lhes servem e de se meter na vida sexual dos outros. O direito de ser ignorante sobre a arte, a cultura e a vida. O direito de ter, sem saber, simplesmente por se acharem ungidos por sei lá o quê. Afinal, aos herdeiros da Terra Devastada e adoradores do bezerro dourado, tudo é permitido. Aos outros, uma escolha: a servidão ou o extermínio.

Quando vejo bolsonaristas, eu lembro dos bullies do meu colégio e sinto pena. Vazios de amor e sonhos, só lhes restou a violência e a ilusão de um ego fraturado e carente. É triste perceber que hoje somos governados por aqueles que rasgavam os livros da escola, humilhavam os professores e nos batiam na hora do recreio. Quando iremos crescer e sair desse torturante colégio da ditadura?

Robôs fascistas não sabem o que é arte

Desde 2018, o Tumblr, alguém ainda lembra que ele existe?, depois de ter sido adquirido pelo Yahoo, que nunca soube o que fazer com ele, foi transformado num “campo seguro”, sem pornografia e outras coisas perigosas como exaltação da Anorexia e afins. Não dá pra negar que lá era terra de ninguém. Merecia algum tipo de moderação, sim, mas a forma como foi feita não foi a melhor.

Tenho um blog lá, onde posto basicamente fotos legais que acho pela web, e fui, óbvio, afetado pelo processo. Entendi o esforço e a preocupação, mas a aporrinhação de ter posts suspensos por motivos incompreensíveis, me fez abandonar a plataforma durante um ano, sem perspectivas de voltar. Mas voltei.

No meio da pandemia, comecei a esbarrar com imagens, vídeos e fotos que queria guardar numa memória auxiliar, e, como distração, acabei retomando o seu uso. Por um bom tempo, não tive problemas. Ontem, como as coisas parecem estar abrindo no hemisfério norte ocidental e a normalidade retorna junto, comecei a receber um bando de mensagens de suspensão de posts, mas agora com um viés diferente.

Ao invés do clássico “aqui tem mamilos femininos ou quase”, que me bloqueava os stills de filmes franceses dos anos 90, ilustrações pulp dos anos 30, quadros naturalistas do final do século XIX, ensaios de pin ups dos anos 50,  e publicidade brega da Pirelli e outras marcas eurotrash dos anos 80, umas coisas que nada tinham a ver com isso começaram a ser bloqueadas: arte sem nudez, arte com nudez aparente ou coberta, quadrinhos sobre direitos trabalhistas, imagens anti-nazifascistas, mensagens contra violência obstétrica.

É impossível passar por isso e não pensar no desmonte da cultura no Brasil, na destruição da biblioteca da Fundação Palmares, e em tantos movimentos conservadores que estão dominando o nosso planeta. Apesar das suas lideranças estarem, aparentemente, saindo dos holofotes, as máquinas institucionais, os robôs e algoritmos que programaram continuam em atividade. Como viver num mundo em que conferimos “inteligência” a algo artificial sem esperar que ele precise também adquirir sensibilidade? A quantos passos estamos desses algoritmos acéfalos porém mal intencionados começarem a definir o que é arte “degenerada” ou arte “nacional heróica”?

Assim, sob os auspícios do tecnopólio do estado policial, os robôs, com o pretexto de identificar crimes sexuais, pornografia e afins, trabalham 24/7 pela construção de um mundo “limpo” e censuram nossa arte e nossa expressão sem pudor e sem chance de diálogo ou revolta além de um clique de um botão. Enquanto isso, o ódio político e a violência contra a população, pagos por ela própria, são endeusados e cantados em versos tortos e prosa ruim para todos ouvirem em cadeia nacional no YouTube.

Como dizia Fellini, a censura é a propaganda de Estado; como nos dizia Jack Nicholson, filmes com homens beijando seios são censurados, enquanto filmes de pessoas sendo degoladas são censura livre. Coloque robôs incansáveis e moucos nessa equação. É impossível não temer pelo nosso futuro.

Mais respeito com as palavras cruzadas

Prezada Gabriela Goulart,

Lamento lhe incomodar com isso, mas tem horas que a gente chega num limite.

Sou assinante do jornal e tenho relatado muitos problemas com as suas palavras cruzadas por mensagens que muitas vezes esbarram em caixas lotadas e e-mails inexistentes da sua equipe no Segundo Caderno.

Ontem tivemos mais um: vocês simplesmente imprimiram as mesmas palavras cruzadas de sexta na edição de sábado. 

Imagino que nesse mundo digital, onde até as cruzadas foram pro celular, nós, apreciadores da sua versão analógica, somos um público de menor importância para vocês. Cá entre nós, eu acho um erro essa visão “digital first”. Afinal a relação física com o jornal é um importante catalisador da sensação de pertencimento a um grupo de leitores e, porque não?, a uma comunidade de praticantes.
 
Como um grande amante das palavras cruzadas, considero esses repetidos erros um desrespeito com toda a comunidade de entusiastas dessa atividade que completou 100 anos em 2013, como lindamente mostrado na Graphic Novel de Paolo Bacilieri, Fun.

Por isso, lhes faço uma proposta. Se hoje em dia, cuidar das palavras cruzadas é um fardo, do qual não cuidam com o carinho merecido, me passem essa responsabilidade. Estou pronto para verificar e corrigir eventuais erros diários nesse que é um passatempo incrível e menosprezado.

Espero seu retorno.

Att.

Lisandro Gaertner

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Se você também é um amante de palavras cruzadas, me ajude a fazer essa mensagem chegar à editora do Segundo Caderno de O GLOBO.

A comunidade de palavras de cruzadas agradece. 

Números da Vacina

Exatamente um ano e três meses depois da OMS declarar CoVid uma pandemia, fui tomar a minha primeira dose da vacina. Se você esquecer que vivemos num país desgovernado há dois anos e meio por um genocida que promove a doença e dificulta a imunização, dá até pra dizer que foi rápido; mas não foi. Foi uma eternidade; e nesse período perdemos pessoas queridas das nossas vidas e importantes para a nossa coletividade. Como não quero ser uma delas, como não quero ser mais uma das vítimas da campanha negacionista da milícia dos zero-zeros do Vivendas da Barra, fui me vacinar.

Ansioso, preparei uma bolsa no dia anterior com tudo que eu ia precisar: carteira de identidade e CPF; os dois atestados médicos de comorbidade e o exame positivo de CoVid para justificar estar entrando na repescagem; um livro, um fanzine, e uma graphic novel para me ocupar sem precisar ficar olhando pro celular; e uma caneta pro caso de querer escrever algo nas margens dos livros. Nunca se sabe que ideias podemos ter ou que curiosidades podemos presenciar.

Acordei às quatro e vinte e seis, bem mais cedo do que preciso, como sempre, e tentei matar o tempo até a hora de partir pro posto de vacinação: ouvi a Rádio Acoustika FM de Rio das Ostras; tolamente li os jornais, só pra me dar mais raiva do país, dos tiranetes fascistas que nos oprimem e seus seguidores acéfalos; e tentei tirar o gosto ruim de desamparo da garganta com uma overdose de palavras cruzadas. Sem sucesso.

Sete horas da manhã, me vesti; dei um beijo na minha mulher, que fez um infrutífero esforço para acordar; coloquei duas máscaras, uma cirúrgica e uma de tecido; e chamei um Uber para curtir uma fila. Cheguei na frente do Museu da República às sete e doze, e, óbvio, não era o primeiro. Na minha frente, vinte e uma pessoas esperavam, tomando café, conversando, fumando, como se estivessem aguardando para entrar numa boate. Li o fanzine, a graphic novel, quarenta e três páginas do meu livro, disse não a dois pedintes sem máscara, e logo deu oito da manhã, quando o posto deveria abrir, mas não abriu. No longuíssimo minuto e meio em que as portas demoraram para ser abertas e impediram os funcionários do posto de vir organizar a fila, mandei duas mensagens e meia reclamando da demora.

A fila andou e nos colocaram sentados em quatro filas de quinze cadeiras cada. Eu era o sétimo da segunda fila. Uma funcionária da secretaria de saúde passou por nós perguntando as idades ou as comorbidades que nos permitiam tomar a vacina: cinquenta e quatro, doença autoimune, cinquenta e sete, cinquenta e oito, obesidade, deficiência permanente, doença renal crônica, cinquenta e quatro, cinquenta e quatro, pressão alta, cinquenta e quatro, pressão alta. De três em três éramos encaminhados para duas mesas onde anotavam nossos nomes, cpf, identidades, idades, e as datas quando devemos voltar para a segunda dose. Pra mim, quatro de setembro. Uma espera de oitenta e quatro dias.

Segui pelo salão ministerial, observado pelos quadros de oito ex presidentes brasileiros, até uma saleta onde uma enfermeira me esperava. Ela pegou a ampola de cinco mililitros de Astrazeneca, encheu a seringa, pediu pra eu subir a manga direita da camisa, relaxar o braço e, pronto, estava vacinado. Ao mesmo tempo, tudo era diferente, e nada parecia ter mudado.

Agradeci à enfermeira, e saí do Museu da República segurando o algodão no meu braço, o único sinal de que algo havia acontecido ali. O sol bateu nos meus olhos e fiquei desorientado. Por um segundo senti todos os possíveis efeitos colaterais da vacina, febre, dor no corpo, cansaço, dor de cabeça, mas logo passou. Olhei pro céu azul e senti grossas gotas de chuva sobre o meu rosto. De onde viriam? Tive noventa e sete porcento de certeza que as coisas iam melhorar. Ainda havia, óbvio, muito o que esperar antes de melhorar, mas, definitivamente, menos que ontem; um dia a menos, pelo menos. E um dia, às vezes, faz toda a diferença. Hoje fez.