Arquivo do Autor: Lisandro Gaertner

Sobre Lisandro Gaertner

Escritor, roteirista, game designer e especialista em aprendizagem. Mais informações na BIO.

Prezada Cerveja

Fala, querida, quanto tempo. Sei que só estamos afastados há 3 semanas, mas, confesso, parece bem mais. Não tinha como ser diferente, nesses últimos tempos, desde que a pandemia começou, nosso relacionamento realmente se estreitou.

Sem o ritual do transporte público, do sair e chegar em casa, calhou que o nosso encontro virou a maneira de eu avisar ao meu corpo e à minha mente que o trabalho tinha acabado. Assim, quando eu terminava minhas tarefas diárias, lá ia eu te rever na geladeira, gelada e convidativa. Começamos com encontros breves e curtos. Aos poucos eles foram ficando mais longos e se tornaram também uma forma de eu ficar sozinho comigo mesmo. E com você, claro.

Com o passar dos meses, nosso contato foi se tornando mais constante e tinha repercussões no dia seguinte em pequenas, ou grandes, ressacas que me permitiam ficar na cama um pouco mais e botar a culpa de um mal estar generalizado nas nossas farras. Porém, cá entre nós, eu estava me enganando. Te procurar pra me fazer mal era só uma maneira de não entrar em contato com os meus sentimentos e também aguentar as 12 ou 13 horas diárias de reuniões na antecipação dos goles que íamos dividir.

OK, a culpa não é sua. Se o nosso relacionamento quase começou a se tornar tóxico, só tenho uma pessoa a culpar: eu mesmo. Mas também como passar por tudo isso de cara limpa? Não há meditação zen budista que alivie esse fardo para um cristão, ou, até mesmo, um ateu. Mesmo assim, cá estamos nós, separados.

Claro que teve um motivo. Quando senti os primeiros sintomas da CoVid, resolvi fazer a promessa que ficaríamos sem nos ver, ou tocar, pelos próximos 6 meses se não eu não tivesse maiores complicações. E, graças a Deus, deu certo. Como promessa é dívida, melhor darmos esse tempo.

Pra você tenho certeza que não é problema. Na TV vejo um bando de gente que está arriscando a vida pra aproveitar a sua companhia nos bares com outros inconsequentes. Melhor seria que todos a encontrassem em casa, sem aglomerações, como eu fazia. Novamente, eu sei, a culpa não é sua.

Seja como for, vou te dizer, apesar de tudo ter começado com uma promessa, acho que esse tempo que estamos dando vai ser positivo. Desde que nos afastamos, comecei a dormir melhor, perdi alguns dos quilos e centímetros de barriga gerados pela nossa relação, e entrei em contato com o tal mal estar que eu atribuía a você.

Agora, mais consciente de que o cansaço com o qual desperto tem outros motivos, comecei a tomar outras providências. Medito duas vezes por semana, voltei a ler e a escrever pela manhã, entrei num curso de roteiro de documentário, e estou passando um tempo mais produtivo com a minha família. O que tem sido muito bom.

Estaria mentindo se dissesse que não sinto saudades de te encontrar ao fim dos dias longos e quentes de trabalho, mas sinto que estou lidando bem com isso; tanto que não tenho mais certeza que em 12 de novembro a gente vá reatar. É chato dizer isso por carta, mas é melhor te deixar preparada. Talvez esse tempo seja o indício de um rompimento final.

Nessas últimas semanas, percebi o quanto deixei nas suas costas a responsabilidade de não resolver uma série de coisas que me incomodavam. Não é justo que a gente mantenha um relacionamento de co-dependência onde você seja a fonte de alegrias e tristezas que não lhe concernem, nem uma maneira pra lidar com gente com quem eu não quero estar junto ou situações onde não quero estar. Como dizem nos filmes, “it’s not you, it’s me”.

Então, no dia 12 de novembro, mesmo que não fiquemos juntos, vamos nos falar. Pode ser que eu tenha mudado e perceba que é possível termos uma relação novamente. Se isso acontecer, ela precisa ser diferente, saudável, pois eu preciso ser diferente e saudável. E se não voltarmos, não vamos nos tornar inimigos. Guardemos as memórias dos muitos tempos felizes que passamos em festas com amigos, sozinhos em meditações pessoais ou em mesas de bar sob o sol inclemente do Rio de Janeiro.

Eu sei que você me entende. Abraços, obrigado e desculpe por tudo que precisamos passar.

Inté!

A Janela de Topázio

De abril a julho de 1989 houve uma suspensão da realidade. Eu tinha 14 anos, estava apaixonado pela primeira vez, e os professores particulares entraram em greve. Durante dois longos e prazerosos meses, por razões fora do meu controle, eu estava liberado de todas as minhas responsabilidades apenas para existir.

Eu acordava cedo, tomava café com meus pais, mas no meio da manhã a casa já estava vazia só pra mim. Naquele vácuo entre a infância e a adolescência, eu precisava lidar com o tédio de não ter mais interesse de assistir à Xuxa, a não ser ocasionalmente pelas Paquitas, e ainda não existir a MTV Brasil pra embotar a minha sensibilidade. Sem opções, eu relia os quadrinhos que comprava na banca da esquina; fazia personagens e aventuras de RPG; lia pedaços de livros que não eram pra minha idade; e, deitado no sofá, curtia minha pequena coleção de vinis, em especial Cosmic Thing do B-52s que rodava continuamente na vitrola.

No início da tarde, depois do almoço, os colegas que moravam nas proximidades, também sem ter o que fazer, apareciam. A gente ouvia um pouco de música, e ia passear pelas ruas sem destino ou, como costumávamos dizer, “easy rider”. Fazíamos o tour das locadoras de vídeo, passávamos no sebo de discos na galeria hollywood center, comprávamos algo nas lojas americanas, e encerrávamos a tarde no Mister Pizza do São Luiz com uma fatia de frango com catupiry com Coca Cola.

No início da noite eu ia pro curso de inglês onde eu não aprendia nada, pois já sabia toda a matéria, e descobria que nada sabia da vida ao ver a minha musa da quase adolescência. Ao contrário do que possa parecer, do alto do pedestal que eu criei, ela não me desprezava. Pelo contrário, era muito educada e gentil, mas só. Eu mesmo não sabia o que esperar ou desejar. Hoje, sei, sonhar, sofrer e escrever sobre ela com certeza era muito melhor do que qualquer relacionamento que poderíamos ter. Mesmo inconscientemente, eu sabia que a vida não era uma comédia romântica adolescente, e o nerd de 14 anos nunca saberia lidar com a menina bonita e madura de 15 no final de um filme que nunca acaba.

Assim, apaixonado e frustrado, a condição primordial da humanidade, eu saía do curso de inglês e ia me reunir com os amigos novamente. Pra jogar tarot, falar mal de uma vida que ainda não tínhamos vivido, ler as poesias que escrevíamos uns para os outros, assistir programas ruins de TV e esperar, sem pressa, por esse momento passar. Não éramos budistas mas tínhamos plena consciência que aquele momento era passageiro e que tudo o que nos restava era aproveitá-lo ao máximo sem angústia ou ansiedade a respeito de quando ele ia terminar.

Hoje, mais de 30 anos depois, só restou a angústia que não sentíamos, o medo do que vai acontecer amanhã e a culpa pelo que não fizemos ontem. Porém, em certos momentos mágicos, quando a noite já acabou e o sol ainda não nasceu, eu me sinto naquele período, eu me sinto naquela janela de topázio da realidade entre abril e julho de 1989, e sorrio, com a esperança de que tudo que é bom, mesmo que passageiro, uma hora vai voltar. E ouço, na minha mente, os B-52s cantando num eterno e fugaz loop.

Eu empatei com a CoVid

6 dias atrás, após ter três dias de sintomas muito leves, cansaço e dor no corpo, testei positivo para CoVid. Desde os primeiros sintomas, e com a esposa tendo testado positivo, fiquei esperando que as coisas fossem piorar. Não pioraram. Nem febre tive, mas tenho comorbidades e, na mesma época, um casal de amigos estava, ou, pior ainda está, enfrentando uma batalha bem dura com a doença. Impossível não ficar tenso. Por eles, e por mim. Mas, graças a Deus, não rolou nada comigo e tenho certeza que eles vão dar a volta por cima.

Em casa, esse excesso de preocupação gerou críticas. Muitas:

– Você é muito negativo! Não consegue ser mais pra cima? Tenha fé. Você está bem. Não consegue ver isso?

Sim, conseguia ver, mas não conseguia sentir. Já tem uns seis meses que não sei exatamente o que é me sentir bem. O cansaço constante de trabalhar das 7 da manhã às 7 da noite, o isolamento que estou cumprindo xiitamente, e a falta de perspectiva de viver num país governado por um louco eleito por pessoas sem coração cobraram o preço na minha sanidade e no meu corpo. Sinto dores nas costas e nas pernas que acho normais, mas sei virem de um sedentarismo ostensivo; durmo cedo demais, acordo ainda na madrugada, e, pra não me desesperar, transformei isso em uma rotina; e sinto-me permanentemente cansado, confiando que conseguirei relaxar depois do fim dessa pandemia que não tem um fim no horizonte.

Por isso, por mais que não me sentisse mal, além do usual, não tinha certeza se estava bem. Por isso precisava confiar em oxímetros e termômetros para me dar uma segunda opinião. Por isso fiquei tenso por todo esse tempo. Por isso continuo tenso.

Falta apenas um dia pra ficar liberado, segundo os médicos, mas para quê? Depois desse esbarrão de leve com a CoVid, não ganhei mais brio. Pelo contrário, estou mais cauteloso. Sinto-me mais pronto a me manter protegido, até tomar a vacina, e, mesmo depois, até esperar as coisas minimamente melhorarem.

Ao contrário de tantos que se acham livres dessa doença, pois a tiveram e não sofreram, não me acho um vencedor. Consegui, no máximo, empatar, por sorte. E, sei que, num segundo encontro, essa sorte pode não me ajudar novamente.

Assim, livre da hubris dos orgulhosos e ignorantes, vou me manter ainda mais seguro. Em nome da minha família, dos amigos, e de todos os seres humanos que merecem meu respeito e meu cuidado.

CoVid não é um jogo de final, mas um campeonato de jogos eliminatórios, em que o Corona, um cruel dono do campo, vai te fazer jogar até não poder mais. Por isso, nesse jogo, só há uma estratégia vitoriosa: evitar jogar. Então, fique em casa. Na sua. Eu estarei na minha. E espero te ver bem e com saúde quando esse mórbido campeonato acabar.

(as)sintomático

O telefone toca no meio da tarde. É o fixo. A filha se adianta:

– Vou atender, papai.
– Atende. Deve ser robô.

Não é. É a mulher. Ela quer falar com você.

– Deu positivo- ela disse.
– Positivo o que? Ah, entendi.

O dia meio que acaba e outro começa. Ela estava com febre, mas passou. A menina ainda está. Mas é uma febre baixa. Fora isso, sintomas de uma gripe bem leve. Você se assusta. E se piorar? O que vão fazer? Como coordenar a casa com isso no meio do home office? E, o mais estranho, por que diabos você não tem sintoma algum?

Você mede a sua temperatura, a da menina, usam o oxímetro, tudo ok. Engole em seco. Será um começo de dor de garganta? E essa sensação estranha? É medo ou dor de cabeça?

Você deixa a menina na aula online e volta pras suas reuniões fingindo que nada aconteceu. A mulher chega da rua.

– Por que você não tirou a máscara, mamãe? – a menina pergunta.

Como explicar? Não tem jeito fácil. Explicam. A menina entende. Melhor do que vocês.

Começam o processo de preparar a casa. Kits de pratos, talheres e copos exclusivos; trocam as toalhas de rosto; separam os cômodos onde cada um vai ficar.

– A gente não vai poder mais se ver?- a menina pergunta.
– Vai, mas menos, e sempre de máscara
– Então eu quero ficar na sala com a TV grande- ela decide.

Bom ter gente pragmática na família.

A noite chega. Jantam separados; assistem tv juntos por uns momentos, mas distantes; e vão dormir sem beijos ou abraços de boa noite.

Por incrível que pareça, apesar do medo, você dorme bem. Ainda sem sintomas.

Acorda antes do sol nascer; sente a testa da menina, ainda quentinha; mede a sua temperatura e usa o oxímetro, tudo normal. A mulher chama seu nome:

– Ela tá bem?
– Meio quentinha, mas parece bem. E você?
– Que nem ontem. E você?
– Sem sintomas.

Ainda.

Ainda é o dia 2 do isolamento . Quantos mais precisarão esperar até se sentirem seguros, quer dizer, mais seguros? Afinal, mesmo que não possam se tocar, vocês estão juntos, e, nessas horas, essa é toda a segurança de que precisam; esse é o sintoma do amor que irá lhes proteger.

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O Guia de Retorno à Normalidade para Antissociais

Eu sei que ainda falta um pouco(?) mas é importante estar preparado.

A pandemia, especialmente no Brasil, foi algo terrível, mas, dentro de toda essa tragédia, algumas coisas acabaram sendo corrigidas. Descobrimos e descartamos de nossas relações aqueles que não tem compaixão ou humanidade, a.k.a., eleitores da besta-fera; revimos os nossos hábitos, ou, pelo menos, pudemos encarar com mais clareza aqueles que nos prejudicam e tentar recuperar os que nos fazem bem; e nos permitimos viver um processo de recolhimento e autorreflexão com aqueles que nos são mais caros.

Para nós, os antissociais, foi, sim, uma oportunidade única: diminuir nosso círculo social, nos aprofundar em nossas obsessões solitárias, e conviver com as pessoas com quem realmente nos sentimos à vontade, nós mesmos. Quando em condições normais isso seria possível sem sermos vítimas da censura dessa sociedade excessivamente gregária?

Porém, agora que a vacina vai, graças a Deus, diminuindo o risco de contágio e de morte, os instintos primais de aglomeração do ser humano começam(?) a renascer ou, pior, se intensificar nos colocando no imenso risco de, não só voltarmos à normalidade do convívio social, mas de sermos obrigados a experienciar uma versão exacerbada desse hábito deplorável.

Então, a pergunta é: depois de nos livrarmos da pandemia, como podemos manter o lado bom do isolamento social?

Seguem cinco dicas que poderão nos auxiliar nessa transição.

1. Não aceite desculpas e não perdoe

Quando a poeira baixar e finalmente estivermos perto de nos livrarmos do projeto de genocida do Vivendas da Barra, aqueles que apoiam esses proto machos desde Fernando Collor voltarão com o rabo entre as pernas pedindo perdão pelo que fizeram. Dirão que estavam vivendo em bolhas que distribuíam informações erradas ou sofrendo de stress pós traumático por conta da crise sanitária e econômica. Não acreditem, não é de coração.

E mesmo se for, quem liga? Você não precisa devotar seu tempo a quem o aborrece, ou mesmo o aborreceu apenas uma vez.

Como proceder? Ignore seus contatos ou, ao menos, seja lacônico em suas respostas, contando os emojis e caracteres de suas mensagens.

Importante: evite os contatos presenciais a todo custo, mas, se eles forem inevitáveis, finja ouvi-los falar, responda às suas perguntas com outras perguntas, e corte o papo no meio alegando um compromisso qualquer com pessoas que eles não conhecem para fazer algo que eles não entendem, tipo curso de reiki online ou grupo de leitura virtual das obras de Georges Perec . Isso vai fazer cair a ficha deles.

Se mesmo assim não funcionar, é melhor ser direto. Seguem algumas sugestões de resposta.

2. Faça um compromisso consigo mesmo

E no caso daqueles que não nos incomodam demais, os que chamamos de amigos? Mesmo que a sua presença seja desejada esporadicamente, é sempre importante controlar essa nossa interação.

Para eles, mantenha sua agenda sempre cheia. Cheia de tempo pra você. Sábado de manhã sua agenda está bloqueada para reorganizar a coleção de VHS que achou no armário da despensa. Domingo de tarde? Nem pensar! Você se comprometeu a reler as edições do Novo Universo da Marvel. E nas noites durante a semana, me perdoe, você precisa descansar. A vida não é só diversão.

Lembre-se: se você não controla o seu tempo, alguém vai controlá-lo para você.

3. Prestigie as suas atividades solitárias

Na pandemia você deve ter sentido o gosto de fazer aquelas coisas que ninguém te permitia pois diziam ser chato ou exclusivas demais, tipo pintura em aquarela sobre fotos de jornal ou compilar regras opcionais de livros de RPG dos anos 80. Quando as coisas estiverem normalizando, tenha certeza, esses seus prazeres serão novamente questionados.

Para evitar essa pressão social, transforme as suas atividades em algo maior. Esse povo com dependência social morre de medo de status e trabalho. Então, não diga que vai ficar pintando aquarelas sobre a cara da Anitta na revista Ela de O Globo, diga que está produzindo uma obra de arte utilizando técnicas mistas. E se te questionarem sobre o caderno cheio de pequenas regras malucas de jogos de rpg obscuros, retruque: é pesquisa para um livro sobre game design com foco na experiência dos jogadores.

Seus hobbies são importantes, dê a eles o devido respeito. Afinal, quem esse povo que vai a Micareta e assiste jogo de futebol na TV acha que é pra julgar os seus divertimentos?

4. Aumente a sua presença virtual (nos lugares certos)

Se você caiu nessa falácia de redes sociais, sim, todos caímos em algum momento, e ainda não conseguiu se livrar, não se desespere. Sim, você, no momento, está desprotegido e é um alvo fácil para investida de qualquer um que tenha o seu número de celular ou saiba seu nome completo, mas dá pra resolver.

A primeira providência é mudar a sua “operação” para ferramentas de comunicação menos conhecidas. Porquê? Explique: privacidade, venda de dados, exploração de sua força de trabalho voluntária para venda de propaganda. Tá bom pra você? Assim, você pode alegar que só usa Whatsapp pro trabalho e que as pessoas vão poder encontrar você com facilidade no Signal, Skype ou Google Hangouts.

Para as redes sociais, o ideal seria abandonar tudo, mas isso provoca uma aporrinhação contínua. Por que você não está no instagram? Já leu isso no twitter? Por que você não entra n@ [insira o nome da rede social]? El@ é tão legal.

Minha recomendação é fazer como eu: criar sua plataforma pessoal onde não vai interagir com ninguém, mas dará a impressão de abertura que acalmará essa gente arroz de festa. Afinal, a melhor maneira de não saberem de você é escrever artigos num site, disponibilizar anotações num microblog exclusivo ou povoar uma versão particular do instagram. Se não vier na colher, o povo não consome.

5. Alegue estar sofrendo de síndrome da caverna

Tem vezes que não dá. Você tentou de tudo e eles continuam pressionando. Aí você tem que apelar pra uma síndrome. E não dá pra ser as de verdade que você tem e ninguém respeita. É preciso usar alguma coisa que esteja na moda, tipo a síndrome da caverna. Sim, depois de tanto tempo isolado, claro que você precisa se reacostumar ao convívio social. Então, se eles puderem respeitar o seu tempo e esperar só um pouquinho, já, já você volta… ou não.


Espero que essas dicas venham a ajudá-los a manter o isolamento social, sem pressões ou questionamentos, após a pandemia. Enquanto isso, e até depois, fiquem em casa, sozinhos, seguros, saudáveis e felizes. E não precisam me mandar mensagens de agradecimento. A sua distância e silêncio já são suficientes. Obrigado.