Arquivo do Autor: Lisandro Gaertner

Sobre Lisandro Gaertner

Escritor, roteirista, game designer e especialista em aprendizagem. Mais informações na BIO.

Chasing Philip Morris

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Cigarros e isqueiros. O início de um bom relacionamento.

Essa semana estava assistindo novamente a Procura-se Amy e me espantei com a quantidade de cigarros fumados. Sim, os heróis, as mocinhas e, se pudermos chamá-los assim, os vilões, todos eram fumantes. Fumavam ao acordar,após as refeições, durante as refeições, depois do sexo, antes do sexo, em todas as situações. Ser fumante, em 1997, não era nada demais. Eu também era fumante em 1997. E, pelo que eu me lembre, não era nada demais. Era até bom.

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A Derrota do Brasil também é culpa sua

Disclaimer: Antes que você venha me xingar, não entendo nada de futebol. O texto abaixo é sobre comportamento e usa futebol apenas como gancho. OK?

Passada a tragédia, ou, melhor definido, como li por aí,a tragicomédia anunciada, está na hora de levantar os aprendizados que tivemos com a Copa. Péra aí! Aprendizados? É, aprendizados. Ou será que vamos passar por isso sem aprender nada?

Sim, eu sei, essa não é a nossa maneira de agir. Seja no futebol, na política, nos relacionamentos ou mesmo no trabalho, o brasileiro não é um ser racional. Somos quentes, latinos, re-la-ci-o-nais. Ser racional no Brasil é até palavrão. Sinônimo de frio, distante, chato. Quem já viu pensar? Coisa mais brega, Jesus! Eu quero é fazer! Continue lendo →

A falha em nossos destinos

Vez ou outra, durante as minhas clássicas insônias, eu encontrava um amigo discutindo a vida, o universo e tudo mais no twitter. Por inércia ou simples provocação, eu acabava respondendo. Minhas mensagens, seja pela limitação de caracteres ou de conhecimento, nem sempre conseguiam exprimir o que eu acreditava, se é que eu acreditava em algo; mas essas conversas acabavam quase sempre por se tornar um teste de conceitos. Pra mim e pra ele. Sobre o que? Sobre a vida, o universo e tudo mais. O básico.

Como não podia deixar de ser, nessas conversas delirantes de traça de biblioteca surgiam boas indicações de textos e livros. Uma vez indiquei a esse amigo o A Guide to the Good Life: The Ancient Art of Stoic Joy, e acabei por ser identificado como estóico. Não posso dizer que me incomodei. Considerei verdadeiramente um elogio. Se bem que preferiria ser considerado Zen. Mas, cá entre nós, ainda me falta comer menos feijão e arroz pra isso.

No mês passado, em mais um desses papos, ele me indicou o The Fault in Our Stars como uma obra com um  toque “estóico”. Meio que me surpreendi. Tinha lido algo sobre o autor e a sua fama entre os adolescentes,  e apesar, ou por conta, disso, não tinha sido atraído. Como meu amigo previu em seu convite, tive certo preconceito, confesso; mas conclamado a ler uma boa história sem pretensão, tanto do lado do leitor como do autor, me voluntariei. Continue lendo →

Confiança

Não sei por que ainda não rolou por aqui, mas uma das séries mais legais que existe atualmente se chama Episodes. Trata da história de um casal de roteiristas ingleses que vão para Hollywood escrever a versão americana da série que produziram na Inglaterra. Como é de se esperar, tudo dá errado. Aos poucos a versão americana vai se tornando algo completamente diferente da original e as pressões por sucesso geram tensão e insegurança insuportáveis que desestabilizam o casal e aniquilam a qualidade do produto. E por que a versão americana se torna um lixo? Minha teoria é: falta de confiança. Não há confiança entre roteiristas e a rede de tv, entre o elenco e os produtores, e enfim entre o próprio casal. E sem confiança na criação, não há como o público, sozinho, confiar na série. Continue lendo →